Uso máscaras para esconder minha dor.
Dor essa tão doída,
Tão sofrida,
Que aperta o peito
Até ele se dilacerar.
Faz o coração palpitar,
Até me deixar sufocar.
E não há um dia sequer em que eu não me lembre.
Me encontro ali, sem ar,
Tentando gritar,
Clamar por ajuda.
Mas tudo isso é em vão.
Sinto mãos
Que me seguram e me deixam imóvel,
Deixando marcas —
Marcas permanentes,
Que não se apagam facilmente.
E no momento em que são fincadas,
Me deixam sem conseguir reagir.
Ali, em estado estático,
Começo a me culpar,
Pensando que eu poderia ter feito mais,
E, ao mesmo tempo,
Sem saber o que fazer.
Tento gritar,
Suplicar,
Ser ouvida.
Mas sou calada,
Silenciada.
Minha voz é abafada
Por ruídos
Que roem minha alma
E corroem cada parte minha.
Partes essas que repito para mim mesma:
"Já foram curadas."
Mas não se engane.
Pois eu uso máscaras
Que escondem a dor,
Lágrimas derramadas durante a noite
Vasta e escura.
E nessa escuridão, no pequeno espaço de um quarto apertado,
Vou tecendo este poema
Com lágrimas de quem tenta ser curada.
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Quem sou eu?
Sou o que sou
Ou o que pensam que sou?
Sou isso, sou aquilo
Já fui tantas coisas,
Boas e ruins,
Quentes e frias.
Quem sou eu?
Em alguns olhos, já fui beleza,
Mas em outros, só viam feiura.
Já fui dor para alguns
E calmaria para outros.
Sou esse plural de coisas,
Sou um pedaço de cada um que já passou por mim,
Uma infinidade de combinações.
Sou formada por essas frações
Que juntas completam quem sou hoje,
Pois amanhã já serei outra.
Afinal, "ser" é um momento, não uma Constância
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Não deixe que sua ânsia por um futuro melhor te impeça de ver o lindo presente que tem.
É que, sei lá... Tô me sentindo meio cansada, arrasada, acabada, fracassada. Não sei que rumo tomar, nem que horas vou chegar, se é que vou a algum lugar. Mas e se ninguém me esperar? Tá, calma, eu vou tentar gritar, chorar, esperniar e, quem sabe, alguém me escuta e pensa em me esperar. Mas se não escutar, eu paro em um canto sozinha, num cubículo aperto, num sofá quadrado, e olho o relógio, olho pra fora, olho dentro de mim, e lá se foi mais meia hora, um dia, quatro meses... E meu Deus, quanto tempo eu perdi? Eu só queria que alguém me esperasse, mas de tanto esperar que alguém estivesse me esperando, olha quanto tempo eu perdi.
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Gosto de você,
Mas me gosto muito mais
Amo te ter,
Mas a mim, tenho Tão pouco
Perdi muito tempo tentando te procurar
Que a mim mesma nem tentei enxergar
Que bom que te achei
Agora tenho que me encontrar.
Queria voar com você,
Mas você preferiu pousar
E eu Preciso voar,
Mesmo que você não vá
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Café quente,
Sol radiante
Ande, ande e levante
Diga oque sente
Ou só sinta oque sente
Café quente,
Chuva que cai
Que molha e retrai
Aquele que te trai.
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Eu não escolhi a arte
Foi ela que me escolheu
Eu lhe tenho
como me tens
Tens agora,
Depois,
A qualquer hora
Tens a melhor versão de mim
Como teve a pior
E não hesitou ir embora
Tens a mim e se deixa ter
Aguçando meu querer
Querer de você
Quero-te assim:
Como és
Na sua mais única versão
Essência pura;
que exala você
Quero-te como se quer alguém
Um querer puro,
Genuíno
Que se pede pouco
E se entrega muito
Nesse querer deixo-me levar
E é nesse querer que te tenho
E que deixo-me entregar.
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Nessa circunstância
Tenho ânsia do seu toque,
Do seu beijo,
Desejo
Te quero comigo
Mas não posso
Quero sentir seu toque,
Seu cheiro
Quero provar de ti,
Sentir,
Entregar-me
Mas, nessa distância
o que me resta é a
Ânsia,
A
Vontade,
O
Desejo.
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Palavras soltas ao vento
Com elas brinco
E ate exponho o que sinto
Sinto amor,
Dor,
Sinto o coração pulsar,
Deixo ele falar
O que nele quer transbordar
Lágrimas que vão rolar,
Esse papel molhar
E se transformar
No que costumo de poesia chamar
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