A princípio, tu me olhava por baixo, enquanto eu por cima admirava seu olhar de satisfeita, enquanto me cativava para que eu não deixasse de cantar, por seu nome clamava e não desejaria nunca sair de lá;
Embaixo de nós nem tudo era confortável, mas seus lábios enquanto beijavam os meus, esses de fato eram macios e hábeis;
A propósito, por minha parte, que aprendeu a mergulhar, em bons lençóis eu inundava o ambiente com tantas sensações, e o afogamento ja era certo, pois muitos desejos guardados para você foram libertos.
-Ana Messias
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Trago-te em desonra pelo amor que me foi jurado e não me foste dado,
De tanto acertar, fui erroneamente enganado pelos acertos de minhas ações;
Seu olhar dizia querer minha companhia por enquanto, minha boca dizia querer- te enquanto a vida durar, pois então seja breve a vida.
-Ana Messias
Busquei em ti a dor
que em meio ao amor se escondia,
Jurou-me que sempre mentiria;
Diante do luto fiz festa,
e contigo caminhei sem andar,
Me jogaste distante, mas nunca fui longe;
Quiseste-me a perfeição, mas os defeitos a mim sempre empurrou,
A Estrela então se apagou e a Sereia enfim deixou de cantar.
-Ana Messias
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Se acaso um dia eu amei alguém,
certamente amei você,
E receio que se eu decidir amar novamente como antes, a ti eu amarei;
Me deste flores para então a meu jardim queimar,
Violou meu coração e também meu espírito,
Visitei o céu, no inferno fiz morada
e a ti eu conheci.
-Ana Messias
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Muito se ouve no silêncio contínuo de
palavras que não foram ditas,
mas, o silêncio que lhe responde é o
mesmo a calar-te;
Após às dez fica-se em silêncio, pois no passado foi gritado tudo o que devia ter sido guardado,
podem as cartas que escrevi terem sido desviadas do destinatário ? Traga-me respostas, senão,
já tive minha resposta;
Fizeste tuas malas, se despediu com um beijo amargo, e naquela estação, ao descer as escadas, nunca mais lhe tive resposta, seu silêncio já era a resposta.
-Ana Messias
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Onde há um sorriso branco, há também escuridão que clama em sair pelos teus olhos;
Aqui existe caminho, mas é tudo tão vasto que sinto-me deslocado e perdido;
Aquilo que se procurava,
ainda não foi achado,
é visto que talvez não exista,
pois não é tangível a nós;
Sente-se aqui, é seguro!
Não há mais espaços e nem ninguém para lhe incomodar;
Basta de caminhar, as estradas se vão longe para nenhum lugar, e seus olhos estão prestes a se apagarem para que possa enfim descansar.
-Ana Messias
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Seus olhos marejados pelas angústias de seus sentimentos desvalorizados, sua mente amplamente esforçada em seu isolamento, a fim de buscar total esquecimento;
Seu coração já não consegue sentir, como se algum dia nunca tivesse genuinamente amado alguém;
Sua face esboça sorrisos tão falsos, assim como foram os sentimentos de quem um dia lhe jurou amar;
És tão doce, mas pela desonra de quem não lhe foi honesto, certamente não me permitirás conquistá-la;
Com que semblante devo me apresentar a ti para que reconheças que não lhe darei dívidas, mas certamente perfeita herança?
Estou condenado à morte, já que o coração que lhe foi partido através da iniquidade do mundo, nunca me será permitido.
-Ana Messias
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Não posso me enxergar
Mas a ti eu vejo,
A ele eu percebia no futuro, quanto a mim, só me restava o passado e nunca pensei no agora;
Os olhos daquela mulher eram deslumbrantes e brilhantes, entretanto, arranco os meus e os lanço fora, pois eu não os noto mesmo sendo importantes;
Muito me custa para me sentir e me somar ao mundo, e ser para o bem, sobretudo, não me refletir para o mal e ao tormento;
Que a pauta do meu espírito seja favorável para aquilo que minha carne não soube alcançar, minha alma não conhecerá o tormento deste miserável julgamento.
-Ana Messias
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Uma vez amei alguém ,
Dava-lhe meu tempo e eu não estava sozinho ,
Mas tinha solidão em meu caminho;
Seus olhos foram os únicos
a ir de encontro aos meus,
Via amor em teu olhar,
Mas este amor não podia amar;
Sentia seu perfume onde não exalava ,
Sentia calor onde mais esfriava,
Me senti sábio onde me fiz tolo,
Previa o futuro onde o presente se fazia incerto;
Calei-me onde palavras faziam súplicas,
Culpei-me onde réu nunca fui,
Eu fiz, eu fiz , mas não me fiz.
-Ana Messias
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Quero tocar-lhe o coração,
quero lhe tocar,
Anseio em ver-te em meus braços,
colada em meu coração que está dentre os meus seios;
Desejo tanto que reze comigo,
amada, ajoelhe-se frente a mim, feche os olhos e deixe teu pensamento falar;
Quero adentrar teu coração,
Preciso lhe adentrar,
Preciso que durma comigo
mas o sono cedo não virá;
Frio não haverás de sentir,
Pois o calor do meu amor
nunca irá lhe faltar;
E que toda lágrima que vier a derramar,
venha carregada de sorrisos e suspiros,
E certamente irei enxugar, enquanto beijo seus quentes
e macios lábios que não habitam apenas abaixo de teu harmonioso nariz,
guardarei a ti feliz.
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