Sem Naufrágio
Para cada abraço, uma prova. Para cada prova, uma dívida. Para cada dívida, uma falta. Para cada falta, eu. Você não abriu minhas feridas. Encontrou-as pelo sal. Quando o mar me tomou a boca, não me exigiu calmaria. Não prometeu o mundo. Abriu lugar no seu. E, em vez de emprestar-me luz, mostrou a minha — ainda acesa. Aprendo a nadar. Aprendo a pedir tua mão. Aprendo a soltá-la sem chamar de abandono. E eu, que sempre fui tempestade, que tanto paguei para ficar, descubro, enfim, um porto que não me cobra o naufrágio.
ỌHAR
maravilhoso poema ,escreveu lindamente 👏🍃
um polígono oco
Agradeço o comentário, amigo poeta!❤️ Um brinde às nossas poesias!
Nasu
isso ta muito bom
um polígono oco
Obrigada! Espero que goste do que encontrar por aqui. Pretendo ficar mais ativa :) Um abraço, brava poetisa!
Nilza Poetisa
Ficou perfeito o poema Com analogias sincronizadas. Adorei 👏👏👏✍️🌾🌱
um polígono oco
Um comentário seu é um grande presente!❤️ Obrigada pelos elogios! Um abraço forte!