QUANDO A MORTE VEIO
A existência esvai, Despenha no frio acerbo Da foice feroz. Num instante qualquer, Vi a corrução das vísceras. Hirto, condenado A fitar esta carne vã, Fétido, fosco, e fraco, Subi ao alarido dos alpes, E ao espasmo do Éden. Mas pudesse ter visto antes A nênia das damas, E o fremir dos vermes Degolando minhas frias carnes!
⛧Fragor ⛧
Sombrio, grotesco, essencialmente poético!