Perfume da canela
Curei seus prantos, imbuídos de sentimentos confusos e distantes, Reneguei a força do ego apenas para te dar afago. Sentia palpitar uma emoção que dilacerava o peito, Deixando obliterada a aldrava do meu coração. Sentia o lávido ardume de teu corpo, Queimando igniamente em mim. Sentia teus beijos chorosos em minha face E apetecia-me transviar na volúpia de tua boca. Sem deixar tão evidente o desejo, Posturo-me em um personagem Talvez meu próprio alter ego, Mantendo oculto aquilo que o coração não consegue reter. Mas, quando te encontro distante, Te sinto vilipendiar o meu constante e infeliz coração. Por fim, na penumbra, Oferecer-te-ei o afago machucado de um amigo... Tal qual a canela Que impregnou de perfume o cinzel que a feriu.
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