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Tecontoemtextos

@yelena · desde 2021

Meu cantinho! Onde as palavras me encontram e encantam. Instagram: @tecontoemtextos.

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O tempo

O tempo. Carregamos o tempo nas costas, sem ver ele passar. Quando já não temos mais tempo começamos a nos importar. E o tempo continua a correr como areia fina no deserto, ficamos a procurar julgando que é tudo incerto. Elvira Silva 22 de março de 2026

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Manifesto em preto

Manifesto em preto. Um dia me disseram: Escolhe uma cor. No meu pensamento, o preto brotou. Me questionaram: Mas preto? Não, por favor. Preto é agouro, é luto, é ausência de cor. É sinal de infelicidade. falta de amor. Olhei pra pessoa sem entender, e disse: de onde tu tirou essa teoria sem cabimento? Pra mim, preto é vida, é energia, renascimento. Não vejo dor no preto em nenhum momento. Preto é elegância Silêncio que acolhe. Mistério profundo . Combina com o dia e também com a noite, com a chuva e com o sol do mundo. Porque preto não é vazio. é começo disfarçado de fim. É cor que carrega sentido que nem todos conseguem ver. O preto que habita em mim é só mais um jeito de viver. Elvira Silva 18 de março de 2026.

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Ponto de ignição

Ponto de ignição. Tenho caneta, tenho papel e a mente pronta para a ação. Tenho a mão para escrever, mas me falta emoção, a centelha que dá vida, o ponto de ignição que faz a magia acontecer. Mas que adianta ter os comburentes, sem combustível para aquecer? Nessa luta com a mente, tento organizar o caos, desenhar letras, criar versos, deixar a poesia ser a ponte, que traz a inspiração, e faz as palavras saírem do peito a partir do coração. Elvira Silva 13 de março de 2026.

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Pedido meu

Pedido meu. Trago nos lábios um pedido, daqueles que fazem sentido, sem deixar subentendido, o que desejo, sem nenhum perigo. Peço, sem medo, sem razão: deixa teu olhar cair sobre o meu, descansa ele lá, devagar, esquece ele em mim como quem quer ficar. Depois, com calma e jeitinho aquece com beijinhos, esse coração que já é teu esse corpo que só teu vento move. Sei que não sou atrevida, Só quero amar a vida com minha pele na tua, com meu corpo colado ao teu. Elvira Silva 16 de fevereiro de 2026.

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Dança ao luar

Dança ao luar. A rua será nosso palco, com as estrelas por plateia. O nosso bailar é discreto, dançando sob a lua cheia. Nas curvas do teu sorriso, descanso o meu olhar. Nos teus braços, rodopio, pedindo para o tempo parar. Nesse universo alado que habito ao teu lado, fecho os olhos e de repente, sinto teus beijos nos meus lábios. Derretida pelo carinho, me aconchego no teu abraço, tendo o céu por testemunha eternizando nosso laço. Elvira Silva 13 de fevereiro de 2026.

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Atravessar

Atravessar. Queria versar, Arrumando sentimentos no papel, e atravessar: a rua, a lua, o mundo. Até alcançar a menina sentada na esquina, o astronauta que vive sua rotina, as pessoas que lutam contra sua sina. Queria versar, falar de amor, de flor. do mel. Levar doçura e espalhar pelo céu. Elvira Silva 27 de fevereiro de 2026

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Dois corpos

Dois corpos Numa mesma sintonia, dois corpos se encontram. Basta um olhar. Mais além, outro olhar e todo desejo se inflama. Dois corpos, e a intimidade crescente, respiração acima do tom explorando o clima de calor. Dois corpos, E o incêndio vai crescendo, deixando a pele quase febril. Um só suspiro e o mundo lá fora parece nem mais existir. Dois corpos, e a chama faz dos dois, um só. Brasa. Cinza. Calmaria. Dois corpos, e um desejo só: Arder até o fim. Elvira Silva 23 de fevereiro de 2026

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Só uma gota

Só uma gota. O líquido, o líquido mais precioso, não tem visgo,não é pororo. Dizem ser um veneno. Alhures falam ser petróleo. Cometam ser água. Sem ela a vida deságua. Mas...estive pensando. É a lágrima. Sim, pequena gotícula que crava sulcos na pele, salgada, como a do mar, quente quase como café quando deixamos esfriar. A lágrima... Só uma gota é capaz do mundo inundar, só um pouquinho faz com que o moinho possa girar. A lágrima. Às vezes ela custa chegar, mas quando encontra sua rota ela brota , ela choca ela consegue em um minuto cobrir o rosto do dedicado orvalho que vem ensinar: sentimento nenhum é possível guardar, depois que a primeira gota consegue escapar. Elvira Silva 21 de fevereiro de 2026.

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Depois do sopro

Depois do sopro. Queria ter o dom de criar, pegar o barro e te moldar. Cada curva, cada traço iria lembrar, cada centímetro do teu corpo, com minhas mãos iria formar, só para te ter ao meu lado, todo santo dia. Não precisava ser gênio como Da Vinci. A cópia fiel só tinha que ser verdadeira, inteira. E ao olhar para ela, eu perderia a respiração. A obra só estaria completa no final: após esculpir tua forma com emoção, assopraria devagar, para o barro vida criar, teu corpo acordar e vivo, junto de mim ficar, para toda vida, Para todo sempre… Até o mundo acabar. Elvira Silva. 16 de fevereiro de 2026.

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No eixo do abraço

No eixo do abraço Desejo é faísca. Amor é fogo… É fogo que alimenta a história, que traz esperança e ajusta o laço da alma com calma. É fogo que não queima mesmo que cresça no peito, é como dança que quebra o silêncio e nos coloca no eixo quando nosso alguém nos abraça. É chama que ilumina sem que peçamos nada, pois conhece o peso da noite e, mesmo assim, fica, porque no abraço dele a vida entende que amar pode ser porto e poesia. Elvira Silva 23 de novembro de 2025.

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