Sólido, real, embora maldito
Alguma coisa para cuidar
Água para beber e um pouco de ar
Olhar para o infinito pela janela do finito
Palavras para enfeitar
O parasita – Você está tão bonita
Assim de bruços e aflita
Cama dividida, uma ponte por que passar
Estranho amor, esse que nós sentimos
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Na Grande Muralha, fenda.
Caminho por onde vem.
Ali mesmo, estreita senda,
Ali, ali vem alguém
Aí, Carlos, solidão,
João na quadrilha
Com uma mão vazia
E outra acorrentada
No começo do verso
Da estrofe inicial
Sozinho, quase de fora
Para ele nada...
E agora João?
Está igual José!
Tem uma pedra no meio do caminho
Tem uma pedra no caminho
No meio do caminho...
Vou me embora para os Estados Unidos!
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Luz da lua
Fio dental
Em sua silhueta
Vi estrelas
Transcendental
Mas já ali entre os suspiros
Virava a ampulheta
Você em despedida
Foi para outro planeta...
Tão linda
Tão linda a noite
Antes de partida
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Em seu peito havia
O que ele não via.
E então houve,
Houve (!)
Houve via.
Existiu,
Não existia.
Seu poema
Virou poesia.
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Caraca, meu!
"Que isso, William?!"
Eu!
Outra maneira,
Outra espécie.
Normal, apenas outro animal
com suas penas
e um comportamento
que somente
beira ao homem.
Mas que elegância!
Que delicadeza de ser
e de estar!
Quem poderia imaginar
que esta criatura
mágica, lendária, folclórica
iria voltar?
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Eu não tô bem de caixa
Eu vou pro vai ou racha
Cidade noturna,
Urna do prazer.
Tem que ser agora.
Asfalto impõe: decida!
Pois daqui para frente é só descida.
Não tá mais na idade,
Gugu dadá?
Ahhh, invade!
Vida, viagem só de ida.
Vai que não perde nada.
Invade agora
Que a vida acaba na alvorada!
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Meu amigo, veja bem
Não sou bobo
Me faço
Com graça
E falo em busca de nada
Além da risada