Caminho.
Sigo meu caminho, andando às vezes meio sem rumo e sem direção. Pelas ruas da cidade, eu sigo a caminhar, às vezes sonhando em te encontrar. Pelas praças, ruas e avenidas, por entre as barracas da feirinha, onde era já de costume, nossas manhãs de domingo. Você virou o meu mundo, não posso voltar a ser o que eu era antes de você, não posso mais ser o que eu era quando estava com você. E não serei, nunca mais a mesma pessoa, depois de você. Estou fazendo às coisas, às quais necessito fazer, mas não significa que eu não lembro, mais de você. Continuo a pensar e a lembrar, e quero o sorriso no seu rosto, um dia voltar a olhar. Você trouxe alegria, me fez delirar, em um mundo de fantasia, onde nós éramos felizes, onde podíamos nos entregar, onde podíamos nos encontrar e nos olhar, com os olhos da alma a qual temos a memória e a lembrança um do outro. Eu sabia que você viria, só não sabia o quanto iria doer te encontrar, o quanto iria doer, ter que reviver toda essa dor. Mas pra isso que vêm o carma, pra isso que estamos aqui, se não para fechar, todas essas portas que ficaram, entre abertas no fundo de nossas almas. Não sabemos de onde viemos, e nem para onde vamos, porque fazemos o que fazemos e porque estamos onde nós estamos. Mas qual o sentido, se não o de tocar o coração. Se não o de liberar o perdão. De criar a comunhão, das boas ações, das boas visões, do dar sem receber, do encarar sem temer, do apanhar sem devolver. E principalmente, do amar sem esperar, sem cobrar nem cogitar. Do somente entregar e confiar, que esse amor volte, nem que seja, como um amor próprio. Que nós mesmos aprendemos, a cultuar por nós mesmo.
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