Não só vi o inferno, eu estive nele!
Estava na presença de monstros e assassinos
Eles tramavam contra mim, "matem ele!"
Há males duros, outros mais finos
No inferno eu olhei para o nada
Com uma canção diabólica, ele me chamou!
Andei em sua florestas negras, sem guarda
Abracei o niilismo, ele me conquistou!
Depois percebi o erro que cometi
O nada não cria nada, ele só destrói!
"É preciso que o nada tenha pés de barro", refleti!
"Quem me recupera dessa flecha que dói?"
Somente aquele que foi predito, o nazareno
O rei dos reis, humilde e pleno.
-Victor Gabriel
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Eu quis estabelecer o reino de Dionísio na terra
Me encontrava imerso no vinho e nos prazeres
Contra as virtudes havia declarado uma guerra
O nazareno tentou me alertar várias vezes
Mas imbuído de paganismo helênico, o ignorei
Vivia um teatro de máscaras e aparência
Cheguei no extremo, o ungido eu crucifiquei
Por um baixo preço, vendi minha essência
Certo dia, o messias me tocou, rezei e chorei.
-Victor Gabriel
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Todas as fontes com o rio se fundem
E os rios com o oceano;
Os ventos, pelos ares, uns aos outros se unem
Com fragrante emoção;
Nada fica sozinho neste mundo;
Tudo, por fado antigo,
Entre si se mistura e se confunde:—
Porque não eu consigo?
Olha! As montanhas beijam o firmamento,
A onda, a onda enlaça;
Nenhuma flor-irmã tem valimento
Se o irmão não abraça;
A luz do Sol envolve a terra à roda,
Raios do luar beijam os mares: —
Mas toda esta ternura que me importa
Se tu não me beijares?
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Aquele sorriso foi como ver anjos descendo do céu, me fez lembrar que Deus ainda faz belas obras de arte, é como se eu te conhecesse de outro lugar, não sei explicar, eu sou incapaz de te objetificar, sempre torcerei pra você ganhar e se superar, e tomara que ninguém venha a te machucar.
-Victor Gabriel
De todas as festas, você é a mais nostálgica
É o nascimento de Cristo, vem daí a sua mágica?
Hora de risos, amor e presentes
Sejam bem vindos os duendes
Eu quero escutar o sino pequenino de Belém
Agradecer por tudo e dizer amém
A cidade celestial tem nome
Se chama Jerusalém.
-Victor Gabriel
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Como uma cobra rastejante, ela vem sorrateira
No caixão a companhia será a poeira
Como um trovão raivoso, ela vem rapidamente E junto a decomposição do corpo e da mente.
Muitos te temem, por ser misteriosa
As vezes você dignifica na batalha gloriosa
As vezes você humilha e acovarda
Os guerreiros que morrem sem pegar na espada.
-Victor Gabriel
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Esse cálice sagrado que Deus nos deu
A música revive a alma de quem morreu
Ela esconde segredos ocultos
Nos faz mais leves e puros
É a arte por excelência
Superior a qualquer ciência
Quando estou sozinho a chamo
"Venha cá, eu te amo!"
-Victor Gabriel
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Na primavera da vida temos a infância,
Com sua inocência, leveza e abundância,
No verão temos a adolescência,
Com suas mudanças sem paciência,
No outono a fase adulta, com sua maturidade,
Racionalidade e excesso de responsabilidade,
No inverno a velhice, com sua experiência,
saudade e decadência.
-Victor Gabriel
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Por milhões de anos não existisse, por milhões de anos fostes NÃO SER, e em algum momento da história humana você passou a existir, passou a SER, e ainda dúvidas da providência divina?
Tudo em nosso universo se traduz em energia
Energia que forma, que se transforma em alegria
Algo que não é criado, apenas transformado
Está presente desde as moléculas do seu corpo
Á bateria do seu carro.
Victor Gabriel
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