Majestade
Teus olhos azuis da Prússia Escondem algum segredo De velhos impérios caídos, De guerra, de morte, de medo Tua esclera tem malhas De sangue de inimigos Derramado em batalhas Ao som de metálicos tinidos Eu te vejo, coroado, Ordenando invasões Alimentando teu ego Com tuas vis ilusões Mas teu cristalino transpassa A luz do seu rápido fracasso, A sua frustrada ambição, A derrota como desgraça Apiedo-me, até sinto tristeza, Como se eu fosse a rainha Desse teu império caído, Parte dessa pobre nobreza E me vem uma vontade... Vislumbro a última cruzada... Polir-te o brasão dourado... Fazer-te, de novo, majestade. - Ventania -
rosa
seus poemas me fazem lembrar dos que eu lia no meu livro de Literatura, no ensino médio 💖.
Ventania
Este comentário me causou um sorriso sincero rsrs. As aulas de literatura que tive na escola são um dos pilares do meu amor à poesia. Imagine só um dia ver um poema seu em um livro didático!? haha 🤍 Obrigada pelo comentário 🥰
Franco Benhur
as vezes numa derrota se encontra a chave da próxima vitória e nessa cruzada chamada vida, o que impede a queda é a resiliência muito bom poema
Ventania
Bem dito, Franco! Muito obrigada 🤍
Ricardo Ferreira Guedes .
belíssimo poema