Carta ao meu primeiro amor
Olá. Aqui quem te escreve é Violett. Escrevo a ti esta carta, Pipoca, tu que me mostraste o que é o amor, mesmo quando eu era ingênua demais para compreender que aquilo que sentia por ti já era amor. Peço desculpas pela minha inocência, pelo meu descaso e, sobretudo, pela minha covardia. Pois, embora soubesse que me amavas e que eu também te amava de volta, fui incapaz de assumir meus sentimentos. Entreguei-te. Entreguei a pessoa que amava com todo o meu coração, aquela que, em minha tristeza, me trazia alegria e, em minha solidão, fazia-me companhia. Meu melhor amigo, embora, no fundo, ambos soubéssemos que significávamos muito mais do que isso um para o outro. Sinto muito. De verdade. Mas como poderia eu assumir-te, se minha querida dama de companhia também te desejava? Como poderia confessar esse amor quando ela também sonhava contigo? E assim, por pura covardia, entreguei a ela aquilo que eu mesma desejava viver contigo. Mesmo tendo te conhecido antes que ela te amasse, não tive coragem de dizer que te amava. Só consegui fazê-lo em nossa despedida, quando te entreguei meu sentimento mais sincero junto ao meu primeiro beijo e ao meu primeiro amor. Sinto muito pelo nosso amor, que não teve a história que merecia. Talvez, só talvez, o universo não seja assim tão cruel. Talvez um dia ele me leve até ti ou te traga de volta a mim. Não esconderei nem negarei esse amor. Afinal, sinto que és tu. Tu, aquele a quem espero do outro lado daquele campo de trigo. Aquele que transforma momentos banais em sentimentos honestos e verdadeiros. Meu caro cavaleiro, aquele que segura minha mão e manda embora o medo. Se algum dia estas palavras chegarem a ti, espero que saibas: eu te amei. Mesmo quando não soube dizer. Mesmo quando te deixei partir. Então será que espero por ti, meu primeiro amor, ou por alguém que me faça sentir novamente como me senti contigo? Me responda por favor Com carinho, Violett
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