Um poema CENA
Deixei que fosse, quinquilharias do tempo Este meu passo onde estou num rio nos olhos escorrem o resto que fui.... madrugada é você? o meu dia com seu sorriso veludo entre suas curvas com dedos molhados descubro a finitude da sua companhia outros passos Tropeçou meu coração. Ato 1 uma batida na porta, meu coração bate revoltado por não sair do peito. Essa carcaça por cima da minha lembrança mundo com sol as 5:45 um rosado leve petrificador Obrigado pela sua companha crepúsculo resta me, as sobras da noite Já não me importa o mundo dos sonhos noite, Esta noite, em que fico com outros abraços, Alvorada, linda num amarelo morno ao toque desliza sobre nossos corpos, pessoas indo para o trabalho eu derrotado nessa luta com o peito ansioso junto a acides do estômago, sempre que amei, você compreende? A cada hora do dia um órgão diferente sente angústia sinas estes de saudabilidade. O galo canta, cacareja, dança, sua roupa de gala sua perna esticada por cima dos ombros, cospe mais um dia pelo eco da minha cabeça, Sinos Uma existência nos acontecimentos Silêncio Estrondoso corriqueiro dia lugar nenhum, abro o cursor vou para um lugar construído endereçado, sem rostos identidade digitais, pós imagens corpo solto no espaço, rigidez. Para o encontro, abraços firme como concreto fosco pelo tempo manchado de lagrimas. Saudade escrita desejante, cimento fresco. Era outono, seu ocre me faz perceber o tempo e congelar numa tarde fria. Seus olhos de mel amargura pespicaz como um gif ou loop, mensagens indiretas, Elogio seu cabelo característica de raízes firmadas ser frio e solo movediço daí você volta Uma fotografia na minha mente, fixa um lago bastante largo para caber meu corpo solto. Junto a imagem onirica, despedaçado orifício que começa em meu esôfago atravesse a minha nuca arruinada. corpo este pesado. corpo como pedreira dinamitada Fragmento, Resta, peso, Fragmento.
Denise Amaral
Maravilhoso poema cênico. O sofrimento contrasta com a casualidade do dia a dia. Diz-se vida que segue. Mas demora a seguir. Ou segue sem vida.