Cau Tar @uurriieell
Teatro

Um poema CENA

Deixei que fosse, quinquilharias do tempo Este meu passo  onde estou num rio nos olhos escorrem o resto que fui....    madrugada é você?  o meu dia com seu sorriso veludo entre suas curvas com dedos molhados descubro a finitude da sua companhia  outros passos  Tropeçou meu coração. Ato 1 uma batida na porta,  meu coração bate revoltado por não sair do peito. Essa carcaça por cima da minha lembrança   mundo com sol as 5:45 um rosado leve petrificador  Obrigado pela sua companha crepúsculo   resta me, as sobras da noite  Já não me importa o mundo dos sonhos  noite,  Esta noite, em que fico com outros abraços,  Alvorada, linda num amarelo morno ao toque  desliza sobre nossos corpos,  pessoas indo para o trabalho  eu derrotado nessa luta com o peito ansioso junto a acides do estômago,  sempre que amei,  você compreende?  A cada hora do dia um órgão diferente sente  angústia  sinas estes de saudabilidade.  O galo canta,  cacareja,  dança,   sua roupa de gala  sua perna esticada  por cima dos ombros,  cospe mais um dia pelo eco da minha cabeça, Sinos Uma existência nos acontecimentos  Silêncio Estrondoso corriqueiro dia lugar nenhum, abro o cursor vou para um lugar construído endereçado, sem rostos identidade digitais,  pós imagens  corpo solto no espaço,                                      rigidez.   Para o encontro, abraços firme como concreto fosco pelo tempo  manchado de lagrimas. Saudade escrita desejante, cimento fresco. Era outono, seu ocre me faz perceber o tempo e congelar numa tarde fria. Seus olhos de mel  amargura pespicaz como um gif ou loop,  mensagens indiretas,  Elogio seu cabelo característica de raízes firmadas  ser  frio e solo movediço   daí você volta Uma fotografia na minha mente,  fixa um lago bastante largo para caber meu corpo solto.  Junto a imagem onirica,  despedaçado orifício que começa em meu esôfago atravesse a minha nuca arruinada.   corpo este pesado.  corpo como pedreira dinamitada  Fragmento,  Resta, peso, Fragmento.

Comentários · 1

  1. Denise Amaral

    Maravilhoso poema cênico. O sofrimento contrasta com a casualidade do dia a dia. Diz-se vida que segue. Mas demora a seguir. Ou segue sem vida.