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Poesia

Homenagem fúnebre

Eis aqui agora, dentro deste féretro, o homem que me fizera enxergar na escrita uma profissão possível — ainda não o perdoei por isso. Presenteou-me com sua primeira máquina de escrever nos meus 14 anos e disse: "Disto aqui, guri, ainda tirarás o teu sustento". E eu ingenuamente acreditei. Poeta sempre acredita. É feito criança, acredita. Se não por emoção, por sonho. Tiago Fehagan

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