Thug @thug77
Cinema

Faroeste

Nasci querendo muito, mas um pouco de independência Sendo o maior exemplo de indecência, porém com elegância pra enfrentar o Estado Fora da lei, cravado minha sentença Numa vida que deixei minha esperança pra trás Não por falta de amor, foi amor demais Ela dizia que não precisava ser complicado, e eu acreditando que essas complicações eram a minha paz Meu nome já corria pelas bocas dos jornais Bandido renomado, quanto mais fama, mais meu rosto nos cartaz Eu sei muito bem do que sou capaz Nesse duelo todos olham pro espetáculo que meu gatilho traz Então montei no cavalo e deixei a cidade Revólver na cintura, carregando minha liberdade Cartazes com meu rosto espalhados pelo saloon A Guarda Nacional seguindo meu rastro em cada vilarejo e chão Até que seis homens cruzaram meu caminho Mãos perto dos coldres, eu sozinho Ninguém falou nada. Só o vento. Um movimento. Bang. Quando a fumaça baixou Só meu cavalo respirou Quanto mais homens eu matava Maior ficava minha recompensa Quanto mais eu buscava liberdade Mais minha fama virava sentença Anos fugindo, sem poder voltar Até que um dia atravessei a fronteira sem ter ideia do que ia enfrentar Joguei meu revólver no chão, respirei pela primeira vez sem sentir a presença da polícia inteira Sua voz voltava a ecoar Pensei em voltar, embora essas bandas pediam pra eu continuar Pensei que finalmente eu podia recomeçar Foi quando ouvi um tiro Pelas costas Caí na poeira sem sequer sacar Olhei pro homem E ele segurava minha arma Não queria vingança Só queria fama "Agora vão lembrar de mim.” Minha última lembrança foi dela me pedindo pra não ir Depois de tantos duelos De tantos homens que enfrentei Não foi um xerife que me matou Nem o homem mais rápido que encontrei Foi a covardia De alguém querendo ser aquilo que eu fui. Meu sangue secou na areia. Meu nome virou lenda. E o dele começou.

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