Não fode
Longe de mim suas maquiagens
Sou fã de cachorro e não de gato
Jamais usarei uma camisa do time que tu torce
Sou corinthiano nato
Tenho meu passado
Princípios estabelecidos
Por quais motivos em relação você eu deveria estar os sacrificando?
Só se eu fosse emocionado
Essência zona leste é minha marca
Carrego com orgulho meu sobrenome como se fosse uma tattoo
Mas temos interesses semelhantes quando estamos nessa cama
Despidos, no final da transa esses olhares são criminosos
Esses sentimentos alheios são perigosos
Evitando estar apegado, não quero estar me machucando de novo
E ela vem, toda bonita pra mim, vamos dar um rolê nessa praia
Essas ondas nuns juntas com que fim? Por que é tão bom sentir o calor de quando a gente se abraça
Eu vou levar você pra praça
Ela quer ir pra minha casa
E essa história no final não é romântica, é apenas trágica
Coisas que fiz por amor
Me trouxeram apenas dor
Momentos que o celular captou
Se tornando ausentes conforme a nossa rotina começou
Coisas que fiz por amor
Mudei muito minha pessoa só pro seu agrado
Tentei dentro da sua óptica ser mais ajustado
Privilegiando você enquanto lidava com um fardo
Coisas que fiz por amor
Eu fiz pra você e não pra mim
Coisas que fiz pra você
Não fiz por amor, fiz por medo de ter perder
Coisas que fiz pra pelo menos aumentar minha autoestima
Coisas que não teve amor
E sim apenas uma busca por adrelanina
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Quente, tipo Derby
Muleke paulista ela gosta
Ela senta, ela adora
Puxo a conversa com os meus manos
É que a gente é ruim pra caralho pra esse sistema que sempre nos olha
Com a peita do timão ela curte
A nossa cultura vai virar moda
Nossa cultura é rua de fato
Contra as demandas em qualquer campeonato
Fazendo todo jogo virar um Derby
Sportilife vindo pro meu CPF
Pro bar com os mano e as minas nos enlouquece
Bebida pro alto a cada lance que acontece
E vibrações por toda leste após uma defesa de pênalti
Eles criam regras pra nós como se fossemos o Memphis
Eles sentem nojo da gente
E meu gosto é faze-los vomitar constantemente
Cabeça de porco no chão
Voando alto como um gavião
Meu padroeiro é São Jorge e irei enfrentar qualquer dragão
sem medo, digo que meu desejo é morrer num domingo com o Corinthians campeão
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Isso não é nada terapêutico
Lidando com processos
Deixando mensagens se acumularem virou um ciclo
Entediado de progredir conversas e parando no meio do percurso
Elas com os mesmo assuntos,
Recomeçar se tornou cansativo
Sentimento de apatia se tornou ativo
Já esqueci o motivo e respostas para um "voce está bem"...
É que na real eu nem sei
Não sinto amor nem ódio, só um vazio que idem
Ironia visível da minha parte eu estudar sobre a alma
Logo quando a minha agoniza pra ter calma
Invisível mentalmente e sentindo nada
Esgotado emocionalmente e jogando ambições na lama
E isso não é nada terapêutico
Me blindei e criei bloqueios
Desapeguei e criei bloqueios
Acostumei a criar bloqueios esperando buscar a melhor versão de mim mesmo
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Não me manda mensagem dizendo do porque tanto chora
Foi um momento casual e já fui embora
Meu vazio existencial te apavora
Esses assuntos desinteressantes só me cansam
Então não quero ouvir as suas histórias
Seu passado e traumas não me interessam
Eu tô pouco me fudendo para as músicas que você coloca
E muito menos pra qual instrumento você toca
Desculpa tal expressão de revolta
É que se tornou previsível esses laços terem reviravoltas
Então guarde bem pra você as suas mágoas
Já faz um bom tempo que ser bom ouvinte já me esgota
Cansado, bloqueios são oque me sobra
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Rotina.
Ônibus bem cedo pra evitar lotação
Café da manhã guardado pra evitar fadiga
Vejo lugares e tenho recordação
Mente maldita traz flashbacks dos desfechos a cada esquina
Por cima vejo tumultos e poluição,
Cansaço e desprezo presente ao começar do dia
Fone no ouvido
Ignorar o caos se tornou poético
Mas nota-lo é tao artístico
Fome de me sentir vivo
Esquecer dos meus sentimentos até que me torna patético
Mas seguro para não cair em velhos ciclos
E vamos de novo a velhos inícios
Olhando mar enquanto passo pela ponte, buscando me formar como um novo homem e conquistar objetivos
Mesmo com todos sacrifícios
Passando pela ponte me vem chances de criar motivos
Focado para não cair em velhos ciclos
Anseio por rotinas para sair de casa
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Me vejo estático
Novamente com um olhar vago dentro das integrações para um canto memorável
Eu escancaro confusões, este ócio do oficio me parece interminável
Coração se tornou inquebrável, mas instável pra novas emoções
Já tornou-se variável a fuga dessas situações
É que talvez, eu pra mim, já é necessário
A vida me ensinou a ser inteligente
Então previsivel essas coisas que tá no quadro
Tudo isso deixou de ser sobre vazio pra buscar se sentir suficiente
Eu caminho em frente enfrentando meu passado mais presente
Isso é apenas um monólogo
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Nasci querendo muito, mas um pouco de independência
Sendo o maior exemplo de indecência, porém com elegância pra enfrentar o Estado
Fora da lei, cravado minha sentença
Numa vida que deixei minha esperança pra trás
Não por falta de amor, foi amor demais
Ela dizia que não precisava ser complicado, e eu acreditando que essas complicações eram a minha paz
Meu nome já corria pelas bocas dos jornais
Bandido renomado, quanto mais fama, mais meu rosto nos cartaz
Eu sei muito bem do que sou capaz
Nesse duelo todos olham pro espetáculo que meu gatilho traz
Então montei no cavalo e deixei a cidade
Revólver na cintura, carregando minha liberdade
Cartazes com meu rosto espalhados pelo saloon
A Guarda Nacional seguindo meu rastro em cada vilarejo e chão
Até que seis homens cruzaram meu caminho
Mãos perto dos coldres, eu sozinho
Ninguém falou nada.
Só o vento.
Um movimento.
Bang.
Quando a fumaça baixou
Só meu cavalo respirou
Quanto mais homens eu matava
Maior ficava minha recompensa
Quanto mais eu buscava liberdade
Mais minha fama virava sentença
Anos fugindo, sem poder voltar
Até que um dia atravessei a fronteira sem ter ideia do que ia enfrentar
Joguei meu revólver no chão, respirei pela primeira vez sem sentir a presença da polícia inteira
Sua voz voltava a ecoar
Pensei em voltar, embora essas bandas pediam pra eu continuar
Pensei que finalmente eu podia recomeçar
Foi quando ouvi um tiro
Pelas costas
Caí na poeira sem sequer sacar
Olhei pro homem
E ele segurava minha arma
Não queria vingança
Só queria fama
"Agora vão lembrar de mim.”
Minha última lembrança foi dela me pedindo pra não ir
Depois de tantos duelos
De tantos homens que enfrentei
Não foi um xerife que me matou
Nem o homem mais rápido que encontrei
Foi a covardia
De alguém querendo ser aquilo que eu fui.
Meu sangue secou na areia.
Meu nome virou lenda.
E o dele começou.
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Eu sei o perigo dessas máfias
Apostando aquilo me faz tirar o estresse que vivencio lá em casa
Eu ouço o barulho das derrapadas
Lido com essas curvas mortais como o corpo dela para serem bem administradas
Nesse racha, polícia come poeira e não me acha
E o segundo lugar nunca me passa
Essas gangues nunca me pega
Sou lobo solitário com o meu carro, bota mais uma corrida que encaro e faço disso brincadeira
E na certa sempre verão meu nome na primeira posição em uma prateleira
Essas ruas me conhecem, já sabem da minha capacidade
Brigas em bailes acontecem
Agiotas me perseguem
Mas sempre estou em alta velocidade
Correndo contra a morte
Fazendo excessivos usos da minha sorte
_
O vazio me pegou em cheio
Nem sei porque faço isso e o motivo já deixou de ser dinheiro
Eu queria encontrar meu lugar no mundo e não no banco da frente com esse cinto me sufocando
Insônia atormentando
Tentando cair no sono nem que seja com esse veículo capotando
As ruas gritando
Prostitutas pousando
Nessa noite chovendo, dentro protegido mas exausto, parece que ainda sim sinto essas gotas de água me contemplando
Talvez seja que eu queira, meu corpo já nem tá mais aguentando
A vontade anseia de sentir essa adrenalina
Que virou vicio e a falta disso ta causando abstinência
Então dane-se as condições da pista
Necessito daquilo que me completa
Senhor, por favor, coloca meu nome para correr mais uma corrida
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Tempo...
Me dê mais tempo pra me recuperar
Suas falas não vão conseguir me encantar
Não quero ouvir sobre se reencontrar
Me deixe em paz a onde eu quero estar
Me mato com o álcool em plena quinta
Viciante em relembrar meus erros que nem cocaína
Não me julgue por que você faz isso com nicotina
Seus conselhos nem você mesmo segue a risca
Então ainda mantemos nossos problemas, deslumbrante essa hipocrisia
Entorpecentes pra destruir nossas veias
Incessante inspiração para odiar nossas vidas
Se prepara pro baile
Pra praia
Manos e minas quebrando as coisas da sala
Disfarça essa ansiedade
Joga na internet
Que cê tá muito bem sem o ex
Crítica sua divindade, culpando pelo oque ela fez
Se ache o máximo e despreze todos
Tudo isso nos torna tão ridículos
Eu enojo seu sarcasmo, eu enojo sua ironia
Eu odeio suas escolhas e quem você escolheu pra sua vida
Eu detesto essas pessoas, eu detesto essas bebidas
Curtição? Ou a si implatando maldição
Liberdade? Ou autosabotagem
Será tarde pra descobrir quando sair sangue do nariz
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Acordando antes desse alarme
Vontade de ir bem mais tarde
Trânsito de futuros
Distanciando sonhos neste mundo e os chefões em Marte
Vivo com meus problemas e faculdade
Trabalho e faculdade
Anseio em me afogar nos velhos vícios depois de toda trama nessa cidade
Preso no meu zeitgeist,
vivendo minha vida pautada na pergunta que anda sendo feita
Negligenciei velhas cenas responsáveis pelos meus traumas
Eu devo tá pagando o preço por te recusado algumas benças
Após ter sido ignorante e ter pulado umas conversas
Eu me vi perdido enfrentando o Boss final na minha casa
Transbordo em silêncio muito estresse
Ela no meu quarto me aquece
Eu a beijo como se o mundo provavelmente a perdesse
Nossa harmonia gera mais apetite
Tudo se clareia quando essa cama se bagunça durante a noite
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Eu sei que minha vivência nas ruas te preocupa
Calma garota, eles me respeitam por que sabe que tenho conduta
Nessa minha luta constante contra essas mega corporações
Me trazem mudanças constantes no corpo, to pra realizar explosões
Meu amor eu sei que você quer viajar comigo pra lua
Queria tá do seu lado e ver você toda nua
Mas querem minha cabeça e por isso não posso dar brecha
Night City nunca descansa e minha resiliência é crescer nessa guerra
Então por dinheiro, Chips especiais, armamento pesado e tecnologia
Vou dominando os territórios
Quando mais eu me esgotar, mais alimentar minha cyberpsicose com o passar dos dias
(Vou me afogando em delírios)
To em busca de vingança
Armadilha já feita
Vejo meu grupo ser destroçado em uma carnificina
Peguei meu carro e começa a matança
Hoje sangue vai se marcar presente nestas pistas
A polícia cibernética quer acabar com a graça,
então sem paciência boto todos na minha mira
Eu não tô lutando com diferentes grupos, eu tô enfrentando um cidade toda e talvez não tenha mais saída
Por favor...não abra o noticiário meu bem
Não gostaria de saber o quanto você chorou por mim
Se essa hemorragia não me matar, essa tecnologia vai me dominar então que escolha eu vou ter?
Me encontrarei perdido para só descobrir o quão é vazio o propósito de buscar mais poder
Então não... Não venha me ver
Não venha me salvar
Me deixe apenas me tornar uma lenda
Pode me xingar, pode me detestar
Mas não esqueça de me amar minha princesa
(Não existe final feliz em night city)
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