Praça e solitude
Solitude e praça deserta, contemplo uma árvore sentindo saudade que aperta; Viver é sentir, viver é ir. Cada página da vida, cada volta, cada ida, cada volta no tempo; nostalgia e sentimento de um valor tardio a uma vida não vivida. Sou um louco, porque mergulho de cabeça em um instante que a vida não está; estou lúcido nessa loucura de querer voltar a um tempo que foi. Sou desejante pelo que não há ; abrevio meu presente desejando o instante que não é. Nesse banco de praça penso a vida e sinto que estou mais velho, penso em outra vida, uma vida que permanece não vivida aqui dentro. O verde gramado que sustenta meus passos, testemunha meu caminho, e percebe que não tenho pressa de voltar para casa. Sol que se põe e lua que surge; anoitece e nada acontece, meus dias; minha prece.
Comentários · 0
Nenhum comentário ainda. Entre para ser o primeiro a comentar.