O eco do silêncio
Você diz que ama meus olhos, mas ultimamente só os faz chorar. Ainda guardo o seu casaco, quem sabe um dia eu vá lhe entregar. Sei que o que a gente viveu foi real, mesmo sem sair como planejávamos, o tempo que estivemos juntos foi especial, mesmo com erros que não esperávamos. Imaturidade houve dos dois lados, mas reconhecer já é outro passo. De abraço em abraço, de toque em toque, espero que em outra vida o destino nos coloque. Nesta ficaram mágoas e tristeza, corações partidos, histórias sem certeza. Imprevistos como implorar pela sexta na terça-feira, fazem a vida parecer brincadeira. Será que você ainda pensa em nós? Eu penso em como tudo podia melhorar. Sei que também se culpa pelo que fez, mas no fim decidiu se afastar. Ou talvez nem ligou, foi só um fardo a menos para carregar "Pessoas confusas perdem pessoas incríveis, e pessoas incríveis aprendem a ser fortes para continuar.” Sei que também errei, por isso venho lhe pedir perdão. Que se danem traumas, tristeza e depressão, o tempo cura, mas fica a lição. Não posso mais olhar para trás. É loucura te deixar ir? Talvez seja paz. Escolhi te soltar para você seguir, mesmo com vontade de nunca partir. Sejamos felizes — loucos já estamos. Olho o mar, as pessoas, o mundo e pergunto: como chegamos aqui, perdidos, distantes, com lembranças que ainda perguntam? Se eu tivesse mais um minuto, te abraçaria com mais intensidade, te beijaria com mais verdade, olharia para o vento no seu cabelo e admiraria seu jeito por inteiro. Talvez você não saiba, mas chorei quando se foi. Naquele dia deixei “nós” para trás, o agora virou depois. Se não derramou uma lágrima por mim, não se culpe — já diz muito sobre nós. Mostra quem errou, quem deixou de sentir, quem se perdeu na própria voz. Pode não parecer, mas eu queria mais, não só seu corpo, mas seu sorriso, sua paz. Dirão que é mentira ou papo de quem engana, mas minha parte eu fiz, não jogue lama. [The anônimo]
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