Rimas do eu
Tudo o que é e vem de mim, é feio. Não há beleza. Tudo o que faço, é ruim, é pouco. Não há clemência. Tudo ao meu redor é errado. Não há verdade. Tudo é nada em minha existência. Grandiosamente nulo. O querer, o ter, em sintonia do absurdo. Sempre em espera de algo que me conforte. Nunca atrás do que me faça forte. Acostumaram-me ao escuro e ceguei a visão. Esqueci como andar no abismo. Incerto de cada passo, cai ao chão. E de lá não ouso sair, mesmo que queira . Na corda bamba da vida. Equilibro-me sempre à beira. T.P.
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