T. P. @tata_pacheco

Poema do eu

Empreste-me teus olhos para enxergar com clareza. Não consigo enxergar-me desse modo. A pessoa que recitas com tanta apreço, não sou eu. Não ouso ver-me assim. Eu sou eu, encoberta de falhas e acertos, coragem e medos. Anseio esse jeito de viver, mas não posso. Sou um ser perdido que não se encontra em lugar algum, uma moeda sem cara cujo o valor é nenhum. Como o nada, bebo o nada, respiro o nada, quero o nada, mas ao mesmo tempo tenho a concepção de tudo. T.P.

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