marina @stalagmite

(des)esperança

como um asno com o seu fado no cabresto persigo a esperança com uma inocência fútil tetando melhorar em um esforço cansado, inútil caminhando na visão limitada e centrada do meu terrível estado migalhas fazem meu coração acelerar num anseio tão forte a me fazer tropeçar com ansia, tropeços na tristeza, avareza de nada nos meus joelhos ralados, cansados de cair e tentar meu coração falha batidas minha mente me pede pra parar jorra da minha esperança ferida um xorume próprio que me faz querer vomitar não, não nado contra a correnteza, não me arrisco a tentar mas ela me leva e me arrasta, como um peso morto com certa certeza, como uma frágil presa com um conforto inegável, fúnebre delicadeza

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