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marina

@stalagmite · desde 2025

ad astra per aspera

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estações

depois de verões e a lua cheia paixões e lamentos aos céus um lindo cometa rasga todos os véus e derrepente tenho todas as respostas em uma meia noite e meia vasculhado o mundo revirado todo o universo uma luz que vaza incontida do meu profundo a verdade, simples como um verso o medo, corrompendo minha alma o amor, quando incerto, tornado esperança nasceram comigo, e comigo vão pra vala lutando por quem ficará com a herança o último pedaço do meu corpo, muito antes de podre, medido e vendido na balança no incerto passar de estações o pensamento me tira toda noção: de mim restarão flores da primavera ou a lápide fria com uma caveira

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(des)esperança

como um asno com o seu fado no cabresto persigo a esperança com uma inocência fútil tetando melhorar em um esforço cansado, inútil caminhando na visão limitada e centrada do meu terrível estado migalhas fazem meu coração acelerar num anseio tão forte a me fazer tropeçar com ansia, tropeços na tristeza, avareza de nada nos meus joelhos ralados, cansados de cair e tentar meu coração falha batidas minha mente me pede pra parar jorra da minha esperança ferida um xorume próprio que me faz querer vomitar não, não nado contra a correnteza, não me arrisco a tentar mas ela me leva e me arrasta, como um peso morto com certa certeza, como uma frágil presa com um conforto inegável, fúnebre delicadeza

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lua nova

te transformei na minha lua e agora você decide minha maré criei uma história bonita sua e adociquei seus pecados com fé te confundi com o que eu ouvia da paixão e me entreguei cegamente em sua mão como se fosse um fardo leve o meu coração parei de te confundir comigo e entendi o nosso castigo, coloquei meus olhos em você com ilusão na esperança de que tivessem lhe dado a minha visão e te convencido de que talvez, eu pudesse ser a solução -mariposa

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a.mar

para quem já se afogou uma vez toda poça é mar, e para quem se afoga por vontade própria toda gota é amar. -mariposa

divisor de águas

foge livre, o meu amor, em cascata reluzindo em estrelas cor de prata nesse rio fluindo no seu coração afluente que me acorrenteza em suas mãos a maré, seduzida, sobe pra tocar a lua mas a infinita tempestade continua na interminável tentativa de junção, na inevitável divisão incansável desejo estonteante e repetitivo voltejo do tempestuoso amor, furacão de emoções eternamente Rio negro e Solimões -mariposa

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sem título

do que minha alma faz clamar desesperada como o ar que enche meu pulmão , desordenada como o som que escreve cada compasso do meu coração, é a força do empuxo do seu mar, que em ti quer me afogar te amarei sob a luz diurna , farei o mundo lembrar de meu amor te amarei sob a luz da lua , os astros precisam saber que agora tenho valor jamais hei de amar sem luz alguma, que sob a benção do seu olhar o céu é um lugar qualquer – em qualquer lugar em todas as minhas realidades ame o que tenho de pior aqui pois o que tenho de melhor, aprendi vendo em ti -mariposa

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laranja ultrafortíssimo

o laranja ultraforte nos meus olhos encontra o laranja ultraforte nos seus e formam um pôr-do-sol de possibilidades pelo meu binóculo roubado eu vejo a roda da sua bicicleta girando seu rosto a minha mente vai pintando e seu corpo vai embora me levando caminhos traçados desde a maternidade que eu sinto no calor do toque da sua mão, em nossos dedos que se abraçam com perfeição com perfeição demais para não terem se encontrado em outra realidade (baetinhas eu amo vocês) -mariposa

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ous

chega perto de mim que eu estou me chama enfim que eu vou me pede que eu me dou sorri me adivinhou me toca e eu finalmente sou. -mariposa

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peço que me deixe

peço que me deixe me deixe ver o que em você floresce me mostre onde é frio e o que te aquece o que pra ti é luz e que horas ela anoitece? me diz o que te incandesce cuidado! que esse calor contamina meu pavio que me ilumina o que eu não sabia, mas que você já conhece e que agora queima todo dia e se o fogo fraquejar, que esteja no meu pavio a última brasa que ardeu pra te esquentar, que lhe queimem pra sempre os dedos que usou pra me tentar pensando que eu não podia arder mais que o fogo peço que me deixe - mariposa

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