Aqueles demonios.
Era uma vez um menino, vivia rodeado de alguns seres fantásticos e alguns amigos. Vivia cantando, pulando e sempre seguia seus instintos. Vivia sorrindo, brincando e sempre estava faminto Vivia com ânimo e entusiasmo para falar de assuntos distintos. Era uma vez esse mesmo menino, agora rodeado por maus espíritos. Agora sua dor tornava-se algo explícito. Agora não mais saía um sorriso. Agora parecia tudo ter se perdido. Tentara, de todas as formas Mudara e os versos são a prova Caíra e parece ser o fim de toda proposta. Ele mergulhou fundo num oceano sem cores, onde só havia medo, pavor e alguns rancores. Claro que ele se culpou por ter deixado todas as experiências boas se tornarem dores. Claro que ele lutou, rebateu e sofreu contra todos os monstros que o atormentavam a noite É óbvio que ele persistiu e se levantou diante daqueles acusadores. Mas como qualquer outra história meio trágica. Qualquer trama realista e bem contada, o menino se rendia aos seus horrores. Quando menos esperava, os seres fantásticos se transformavam em gigantescas entidades e demônios não tão dóceis. Quanto mais ele lutava, os monstros o caçava e corriam para atacá-lo Quanto mais ele se escondia, mais perto eles estavam. Quanto mais ele se esquivava, mais anseio os animais grotescos tinham de derrotá-lo. Quanto mais ele fazia, mais ele se cansava, mais ele chorava, mais perto de desistir estava. Quanto mais ele pensava, se rendia aos seus piores medos E vencido pelo cansaço, desistiu e se entregou aos monstruosos cavaleiros. Mas pra ele de nada adiantara ter medo, ele já estava morto já havia tempos mesmo.
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