Aquele anjo caiu por questionar seu lugar
A lágrima desceu como uma forma de se expressar
Os olhos transmitiam ódio, mas ele só queria alguém para o escutar
A face tomada de raiva e algo lá dentro que não o deixava descansar
A cabeça girando, tentando entender, qual a graça de julgar?
A vida toda tentando agradar, ele não queria mandar, só pensava em se igualar
Não compreendia sua punição e queria reivindicar
Mas como iria provar sua inocência? Como mostraria pro mundo sua decência?
O que faria pra acabar aquela abstinência? As pessoas precisavam tomar consciência
Ele não era só aquela aparência.
Revoltado e contrariado, desceu
Durante alguns meses adoeceu
Ao passar dos anos entristeceu
Num lugar frio, solitário e sem sentido permaneceu
Se perguntava: Porque fui tratado pior que aqueles fariseus?
Porque todo esse ódio por um filho que o tempo todo se submeteu?
Porque o mundo o via como mal se ele foi quem mais sofreu?
Sem explicações resolveu dar seguimento
Engoliu todo o "orgulho" e o ressentimento
Se restaurou apesar de todo sofrimento
Não deu a mínima pra imagem que criara
Sabia que não era aquele saco de fingimento
E tinha a resposta pra dar ao ser que o julgara antes de todos
"Sua atitude não tem fundamento, você não merece meus sentimentos, me abandonou no pior momento, me levou à traumas horrendos e não deu a mínima pro meu depoimento, mas obrigada por todo esse ensinamento, aprendi muito com seu julgamento, hoje vejo que isso tudo foi um livramento"
Continuar lendo
Eu gosto de você? Tipo, eu realmente quero você?
Te ter aqui vai me fazer bem ou só vai encher um vazio que EU deveria preencher?
Saber que você me quer, assim como eu, vai me ajudar ou eu vou me perder?
E se eu tivesse, eu valorizaria ou iria simplesmente enjoar até te esquecer?
Eu sei que, vira e mexe eu penso em você com um sorriso no rosto
E me pego escutando suas músicas favoritas num êxtase bem louco
As vezes minha cabeça até te compara ao jardim bem cuidado e cheiroso
Eu lembro de todos os seus abraços e me bate um frio na barriga gostoso
Mas esse frio é parecido com o frio da incerteza
Incerteza não, porque na minha cabeça sentir isso já não tem um pingo de beleza
É a certeza de que nada disso vai amadurecer
Certeza de toda dor que eu vou ter que atirar pra te esquecer
E se um dia você se for, a falta que vai fazer
E mesmo vc nunca ter dado esperança de que algo iria acontecer
Eu não sei se no fundo eu criei alguém que não existe, que eu precisaria conhecer
Talvez seja só meu vazio falando mais alto, mas me diz porquê. Por que você tinha que aparecer?
Eu sinto e me dá raiva, isso não poderia sei lá, sumir ou desaparecer?
E junto com você todas as memórias, costumes e momentos que hoje só servem pra me emputecer
E é, eu realmente não quero você, pra te falar a verdade não queria nem te conhecer.
Me desculpa o tom do texto, mas eu cansei e agora eu não tenho mais nada pra te oferecer.
Continuar lendo
Sentei pra escrever,
mas nada de interessante me veio à mente,
parei pra espairecer,
mas nao tem nada de importante,
Enfim resolvi deitar,
desconfio de que algo vai arrancar algumas lágrimas,
mas tudo bem, elas precisariam sair de alguma forma,
minha cabeça pensando em mil coisas,
meu peito explodindo de sentimentos,
meu corpo pesado e cansado,
minha respiração mais ofegante do que nunca,
meus olhos marejados,
prontos para libertar mais uma parte minha.
Eu deixo nesse poema, assim como em todas as noites
mais um lado meu aparecer
Eu deixo nesses versos, como em todas as lágrimas
mais um "eu" perdido sem proceder
deixo escrito pra demonstrar e de certa forma falar
Deixo registrado pra relembrar
Da pessoa que provavelmente eu vou deixar
Das manias que com certeza eu vou largar
Do meu jeito, que eu vou mudar
Do conjunto de células que eu sou
e que sim, eu vou moldar.
Mas sinto que devo me questionar
"Mas Eduarda porque tanta agonia?"
"Mas porque sofrer por algo tão simples?"
"Era só vc sentar e aproveitar o dia"
"Mais fácil se vc não fosse tão pessimista, né?"
"Você escolheu o caminho mais difícil"
"Você sempre escolhe o pior, porque?"
"Me explica um negócio, você reclamava de tudo, né?"
"Você não sabia aproveitar ninguém, né?"
"Que tal sentar e sentir você?"
"Tudo poderia ser simples e bem resolvido"
"Você pensa demais, porque?"
"Mas Eduarda, você pode sair dessa"
"Você sabe que tudo depende de você, né?"
"Se sabe, porque não faz nada?"
"Tá sentada aí e não toma atitude"
"Você é fraca, não é?"
"Você deixou eu te tomar"
"Eu mando em tudo agora"
"Não existe mais você"
"Você lutou, lutou e não deu em nada"
"Sabe quem sou eu né?"
"Suas inseguranças venceram"
"Não adianta fugir, esses versos são prova disso"
"Senta e aceita"
"Você é minha"
"Acabou"
Continuar lendo
Era uma vez um menino,
vivia rodeado de alguns seres fantásticos e alguns amigos.
Vivia cantando, pulando e sempre seguia seus instintos.
Vivia sorrindo, brincando e sempre estava faminto
Vivia com ânimo e entusiasmo para falar de assuntos distintos.
Era uma vez esse mesmo menino,
agora rodeado por maus espíritos.
Agora sua dor tornava-se algo explícito.
Agora não mais saía um sorriso.
Agora parecia tudo ter se perdido.
Tentara, de todas as formas
Mudara e os versos são a prova
Caíra e parece ser o fim de toda proposta.
Ele mergulhou fundo num oceano sem cores,
onde só havia medo, pavor e alguns rancores.
Claro que ele se culpou por ter deixado todas as experiências boas se tornarem dores.
Claro que ele lutou, rebateu e sofreu contra todos os monstros que o atormentavam a noite
É óbvio que ele persistiu e se levantou diante daqueles acusadores.
Mas como qualquer outra história meio trágica.
Qualquer trama realista e bem contada,
o menino se rendia aos seus horrores.
Quando menos esperava, os seres fantásticos se transformavam em gigantescas entidades e demônios não tão dóceis.
Quanto mais ele lutava, os monstros o caçava e corriam para atacá-lo
Quanto mais ele se escondia, mais perto eles estavam.
Quanto mais ele se esquivava, mais anseio os animais grotescos tinham de derrotá-lo.
Quanto mais ele fazia, mais ele se cansava, mais ele chorava, mais perto de desistir estava.
Quanto mais ele pensava, se rendia aos seus piores medos
E vencido pelo cansaço, desistiu e se entregou aos monstruosos cavaleiros.
Mas pra ele de nada adiantara ter medo, ele já estava morto já havia tempos mesmo.
Continuar lendo
Parece q a morte insiste em bater na minha porta
mas de que adianta ficar com medo?
eu já tô morta já faz dias, semanas, faz tempo.
Acredite, eu não queria estar aqui
escrevendo denovo coisas tristes e ruins.
Eu juro, não estaria nem aí
se aqui dentro já estivesse tudo resolvido e tranquilo.
Eu choro, toda vez que preciso escrever
colocar pra fora tudo isso que me faz chorar e sofrer.
Não aguento mais essa dor e as lágrimas que caem
Não aguento mais esse silêncio ensurdecedor que insiste em se instalar no meu peito e não há nada que possa me ajudar, só me resta a dor.
Não aguento mais os pensamentos e os sentimentos pendentes.
Os mesmos que insistem em afligir meu subconsciente.
Talvez lá no fundo eu saiba que nem eu consigo sair desse barulho, então me afundo nessas atitudes inconscientes.
Não tô esperando sua ajuda
até porque, até eu já desisti.
E eu sei, isso tudo é minha culpa
mas não ligo, eu bem sei que não vou mais conseguir
Não quero continuar na luta
me desculpa, mas eu não vejo motivo pra existir.
Não acredito mais em nada, e escuta:
através desses versos jogo a toalha
acabou pra mim, eu desisto de tudo aqui.
Continuar lendo
Eu tô aqui,
sozinha, tão fria e tão triste
lamento pela mágoa que existe
lamento pelo tormento que me aflige
lamento pelo que sinto e persiste
lamento pela voz que me sonda e sussurra:
"desiste"
Eu tô aqui, cercada de gente
vejo amigos e alguns parentes
finjo estar bem e ninguém percebe
enquanto eu danço, algo adoece
enquanto eu sorrio, algo acontece
enquanto eu me distraio, a culpa aparece
e a voz sussurrando:
"Porque você tá aí? Sabe que não merece!"
Mudando o rumo do verso
queria escrever algo um pouco mais inteligente
quero te mostrar meu universo
apenas com versos que saem da minha mente.
Voltando pro rumo do poema
vou escrever algo mais interessante
quero mostrar onde tá o meu problema
mas os versos ficariam muito agoniantes
Te dando um caminho pra ler
coloco meus sinceros sentimentos
cuidado, não vai se perder
nesse mar de sofrimento
navegue sem adoecer
você consegue com alguns mantimentos
você faz de tudo pra correr
mas sua mente te ataca com novos argumentos.
Agora volto lá no início
sozinha, triste e tão fria
acabo o verso te explicando
o que me causa essa agonia
nada muito específico, como sempre
é algo que preciso resolver comigo mesma
uma conversa bem longa minha e da minha mente.
Continuar lendo
Enquanto tudo viver
Enquanto não morrer
Enquanto prevalecer
Enquanto você escolher
Sinto muito, mas você vai sofrer.
Enquanto você caminha
Enquanto você cozinha
Enquanto você da importância pra cada linha
Enquanto você pensa tanto nas atitudes,
não nas suas, mas nas minhas,
sinto muito, mas você vai quebrar a cara
E adivinha?
Onde vc procura ajuda?
No mesmo lugar que vc vinha
Enquanto você para e pensa
"Ah eu queria tê-la por perto nessa solidão imensa"
Sinto muito, mas você escolheu
Seu sofrimento tem coerência
Eu tô começando a achar que isso é doença
Só me esquece, tô querendo viver
Por mais q não seja o que aparenta.
Pensa que você precisa viver
Pensa que tem gente que se importa com você
Pensa "eu preciso parar de sofrer"
Olha pra frente e esquece isso
Por favor, faz isso por mim,
Tô cansada de escolher você
Tô falando sério, uma hora eu vou morrer.
Economiza sua saúde mental
Economiza o tempo que eu tô aqui
Isso já tornou nosso relacionamento tão fatal
Economiza nos pensamentos ruins
Economiza sua força
Isso tá te fazendo um grande mal.
Escuta meus conselhos
Procura ajuda em outros seios
Tenta pensar positivo, há muitos meios
Por favor me deixa respirar
Eu falo com um certo receio
Mas a realidade é que eu só quero respirar
Por favor, peço seu respeito.
Continuar lendo
Eu não entendo,
eu não sei como agir,
não sei se deveria sentir,
não vejo motivo para interagir,
dar atenção ao que eu sinto,
as coisas continuarem me afligindo
e enquanto minha ficha vai caindo
eu vou deixando de ser eu
e claro, se me perguntam se vou bem, eu minto.
O brilho da lua já não é tao intenso
O céu não parece mais ser tão imenso
Aquela flor não tem mais tanta graça,
eu não entendo
Estou me tornando desagradável, chata e entendiante,
eu penso
Mas eu quero melhorar, e eu juro que eu tento
coloco as palavras no papel, mas nada é tão bom
elas voam e saem com o vento
estou tentando, mas as coisas estão descendo
os pensamentos e sentimentos ruins
que aos poucos vão crescendo
a vontade de sumir está prevalecendo
me dizem que isso é talento
mas eu tô morrendo
só vocês não estão percebendo.
Continuo escrevendo
talvez seja só pra passar o tempo
ou para controlar esse turbilhão de pensamentos
e esconder todos meus sentimentos.
Eu tô sumindo aos poucos
queria acabar com isso logo
e tudo o que aconteceu não passaria de momentos.
Continuar lendo
Arquivo vazio
foi o que apareceu
quando eu procurei seu nome
e tudo o que nos ocorreu.
Rascunho aberto
foi o que eu escolhi
estava preparada pra escrever
as novas linhas de outra história
por isso estou aqui
Dedo no gatilho da minha essência
pensando e escrevendo
sem me preocupar muito com a aparência
tentando continuar
sem nenhum peso na consciência
pensando e analisando
ao meu ver, esse poema tem um quê de incoerência.
Preparada para todo esse combate
meu subconsciente não tá aceitando nenhum empate
eu tô parada nesse verso
mas antes que eu trave
quero escrever detalhe por detalhe.
Vou passando todas as linhas
parte por parte
tentando explicar o que mais me abate
mostrando de uma forma que não o maltrate
que não me mate
e não nos afaste
Por fim queria te falar
que eu gostaria de sentar, conversar e me explicar
aconteceu muita coisa, mas tinha que acabar
precisamos aprender, refletir e analisar
assim como eu
você também é livre para voar
sair e se libertar.
Continuar lendo