Até que não reste nada
Em ruas escuras e chuvosas, Onde apenas o fúnebre brilho da lua me guia, Eu te busco, Uso como bússola um coração que arde em desejo. Você com toda sua beleza e crueldade, Se esconde, Me evita, Me encara com seus olhos frios e indiferentes, Eu, louco de amor, Te persigo como um inseto fascinado pelo fogo. Desesperado por ti, Te amo cada vez mais, Te amo até que minha alma não seja mais minha, Até que minha essência seja consumida. Meu amor é uma doença que me consome, Me devora, Me deixa vazio feito um cadáver, E eu prisioneiro da paixão, Aceito minha sina de braços abertos. Embora minha busca incessante esteja me matando, Te amarei até que não me reste nada.
Comentários · 0
Nenhum comentário ainda. Entre para ser o primeiro a comentar.