Alma ferida
Meu corpo com feridas Cobertas por vestes encardidas Descalço, pés cortados por brita Caminhada, dura, sofrida Traído por sofisma Em um trapézio de espinhos sou equilibrista No rosto a delicada brisa Carne destruída Pela lança desferida Meu corpo agoniza Já frio e sem vida Resta apenas alma ferida.
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