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Marcelo Pires

@snider607 · desde 2020

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Sofrer? Viver ou morrer?

Coração padece, dolorosamente Não é uma dor qualquer Padece também a mente Levem-me se quiser O sentido da vida se esvai Por orgulho, não dou o braço a torcer Me perdoe filha, perdoe seu velho pai Pensamentos conflitantes, sofrer, viver ou morrer?

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O dia que não escreverei

Chegará este dia Hoje, amanhã, ainda não sei A causa será meu último suspiro de vida Será o dia que não escreverei

Por ti meu tempo sacrifico

Por ela acordo muito cedo No primeiro canto do galo Por ela vou a luta não tenho medo Por ela tomo até banho gelado A semana se tornará longa As horas contigo mais escassas Vidas separadas, situação complicada Quanta saudade de ti minha filha amada Hoje é o primeiro dia da conformidade Esta segunda-feira, totalmente nublada Você com poucos anos de idade Do seu pai foi separada Quem fez o que fez se diz arrependida Muito conveniente agora Disse palavras desaforadas naquele dia Agora é tarde, víbora peçonhenta, mal amada Gostaria de estar ao seu lado como antes Minha preocupação é contigo O céu, as estrelas, o tempo agora são instantes Por ti meu tempo sacrifico

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Alma ferida

Meu corpo com feridas Cobertas por vestes encardidas Descalço, pés cortados por brita Caminhada, dura, sofrida Traído por sofisma Em um trapézio de espinhos sou equilibrista No rosto a delicada brisa Carne destruída Pela lança desferida Meu corpo agoniza Já frio e sem vida Resta apenas alma ferida.

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A janela

A janela está aberta Veja a luz do amanhecer Seu coração envolto por trevas A absorve, o torna outro ser.

Inferno

Sua pobre alma o inferno adentrou Pobre ser, esqueceu, mas depois lembrou Que as consequências de quem se matou É enegrecer a luz que em vida o guiou.

Amar (Acróstico)

Agora perdi o juízo Mas o que é isso Amor correspondido não é prejuízo Raramente é eterno, não correspondido é finito

Flores

Vejo o jardim colorido Cores vívidas Algumas jamais havia visto Cada flor desse jardim transborda vida Eu sei disso, Algumas se vão, triste partida Levam consigo A última centelha de vida. No horizonte meu olhar fixo Que visão magnífica Caio de joelhos, grito No céu luz que irradia

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Desperdiçando meu tempo

Não posso compartilhar o tempo escasso Os dias passam, depressa demais No fundo, você se arrependeu Agora quase impossível voltar atrás Os dias passados não voltarão Certeza que ainda não se acostumou Os dois calhordas agora estão felizes com tal situação? Agora quero ver, trabalhar, quem nunca trabalhou Bastardo ordinário e sua vó ordinária Calhordas, covardes, destruíram minha reputação Você acreditou em um lado da história De você e minha filha, a triste separação Continue cometendo esse erro Acreditando em palavras imundas Proliferada de bocas porcas Foram-se por água abaixo Todos meus anos de dedicação e luta

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Nostalgia 11/08/2020 - 04:49

A viagem é longa Acordo muito cedo Ouvindo uma triste música Penso no futuro, remoendo meus erros Confrontados pelos meus acertos A música ecoa nos meu ouvidos Seguro por um instante as lágrimas O coração aos prantos, estremecido Mais um dia de vida, infelizmente ainda vivo O que me faz viver ainda é minha filha Às vezes cometo falhas com ela admito Ela é o grande amor da minha vida O sentimento é conflitante Culpa, tristeza, rancor, ódio, desamor Fui expulso do meu lar, seres repugnantes Agora sei que minha filha é o verdadeiro amor Sempre trabalhei, a mais de uma década Sustentando este bastardo, a qual dei um nome Envolvendo pessoas tão boçais quanto ele Hoje se pudesse, o deixaria passar fome Separaram minha filha e eu Não pensaram na saudade da pequena O quanto isso me dói, mas quem sou eu Minha esposa, culpada por ser isenta Deixou esse dejeto, juntamente com a víbora Se intrometer em nossas vidas Apontando o dedo e me mandado embora Após tal ocorrido Fico com minha pequena filha Apenas dois dias...

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