UMA PORTA, INFINITAS CHAVES
E se eu não for o único? Nem o primeiro? Posso ser quem sou no momento, mas e se? E se outros de mim existirem por aí Numa vastidão multiversal? E se, em cada passo que não dei Não me tornei aquele artista? Ou aquele escritor renomado? E se, em cada passo dado, tivesse pensado melhor? Não recusado a presença de pessoas que pudessem me ser impactantes? Ou que tivesse insistido em outras nas quais perdi? E se, em outros passos, descobrisse outro de mim? Talvez um novo nome, Uma nacionalidade oculta, Um sotaque, Uma habilidade, Uma nova forma de ver o mundo, De ver as pessoas, Os animais, A natureza, A vida. Talvez um eu, Ou uma dezena. Talvez um eu, Ou uma centena. Talvez um eu, Ou um milhar. Talvez um eu, Ou um milhão, Talvez um bilhão, também. Nunca sei, Não vou e nem saberei, Pois sou singular, não um coletivo. Mas, quem sabe. De mim, para milhares de mim.
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