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Sálvio Sérgio

@salvio_sergio · desde 2020

As letras ajuntando-se às letras, para serem palavras, deixam-me vivo whatsApp 11934610953

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Sou Poeta teimoso Serei sempre a poemar Um teimoseio para que minhas dores Um dia ponha-se a sorrir e cantar

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Quem apagou parte da lua minguante do meu céu de azul-sonhar? Sem o meu consentimento quem a apagou? Não sabem que sou Poeta? O que fará um Poeta sem a tua inteira lua Do teu céu de azul-sonhar?

Poema

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Nas histórias de amor sempre existe um relógio marcando os sentimentos mais íntimos, as alegrias marcantes, as dores cruéis. Ele marca os sonhos realizados e as esperanças impossíveis. As tentativas de afetos e as certezas de gozos intensos que levam ao paraíso, e a volta à realidade. Marca o medo da despedida ou a ansiedade da chegada. O relógio tem o compasso da conquista e do conquistado, da guerra do amor e da sua paz. Em simples tic tac ele nos lembra que as histórias de amor têm pressa de acontecer e de se perpetuar. O Tempo, não! talvez por ser o único a saber a hora certa.

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É PRIMAVERA (crônica) Na primeira visita do dia ao meu jardim, cadê o botão mirradinho que estava até ontem sentindo-se tão pequeno? É primavera... É primavera... Eis o botão como uma linda rosa cor-de-rosa... É primavera... É primavera... Logo logo, as mulheres passarão felizes sem a flores-de-maio em seus cabelos, mas enfeitadas com rosas: Rosas cor-de-rosa. É primavera... É primavera... Logo logo, eu também estarei enfeitado com rosa: Rosa cor-de-rosa... Na minha lapela... Na minha lapela... Sálvio Sérgio

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Poema

O MEU MAIS QUERER

O que mais quero É chegar jogando sapatos; Exgravatar-me de obrigações; De ternos me livrar; Localizá-la pelo perfume E com o brilho do seu sorriso Descobrir o descansar dos seus abraços

Poema

GENTES das GENTES

Gente-palavra: chega e fica enquanto escreve uma linda história Gente-borracha: chega e apaga a linda história Gente-inveja mancebia com gente-borracha para apagar a própria e assim que consegue sente-se só: se suicida pela ausência de gente-texto, gente-alegre e gente-triste. Chega, então, gente-amor que vira páginas brancas para nascer gente-poema. Pois, tanto as histórias das gentes: palavra ou borracha não podem ficar — incontadas. Entenderam? Se sim me expliquem antes que a gente-editora não publique mais esse poeta que não se preocupa com a métrica.

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Poema

SAUDADE

Não gosto da saudade Mesmo eu sendo das letras Pois ela é o poema Longo demais Sem métrica Sem rima Sem sentido Um vazio profundo Cheio de todas as dores

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Poema

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O amor dura apenas o primeiro olhar. Depois são tentativas de perpetuá-lo. São embates entre  conquistados e conquistadores sentimentais demais. Sálvio Sérgio

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Poema

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Psiu! Psiu! Em terra de poesias O Poeta planta versos E colhe sentimentos. Sálvio Sérgio

Poema

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Derradeiros abraços à tua partida Dei-te com olhares perdidos Nas entrelinhas dos meus poemas E nos brilhos das estrelas. Sálvio Sérgio