Bartleby
Este não é o mesmo da obra de Herman Melville, nem poderia ser. Este é Bartleby, o cão. O Bartleby de Melville diz: Prefiro não! Esse diz: Porque não?! Quando a manhã ainda é fria surge ele de supetão, correndo afoito joga-se no mar sem pensar. Depois roça o corpo encharcado na areia. Tal ato o faz parecer um cão empanado. Ele repete o processo de correr, se jogar e se empanar. Bartleby geralmente está sozinho, mas divertir-se não é tarefa difícil... Outro dia, ele roubou a bolinha da turma do Beach tênis. Levou-a para o mar e brincou feliz. Depois sumiu. É sempre assim. Quando olho para ele é inevitável não enxergar a liberdade à qual se entrega a vida. Bartleby é um evento. Algumas vezes ele faz uma pequena "sugesta" que vai dar um mordidela em alguém, mas é pura graça. Ele continua a correr sem destino. Hoje ele corria encharcado espalhando areia em todo mundo, a única reação possível era sorrir, uma pausa para observar a vida, e convenhamos, ele a vivia lindamente. Hoje ele tinha companhia, brincou e brincou no mar, mas mesmo quando não tem a alegria segue a mesma. Por que citar Bartleby aqui? Eu o vejo como uma alma inocente e desprendida, que desempenha a tarefa mais árdua, que é de fato viver. Tem leveza para viver o presente da forma que ele se apresenta. Era um cão abandonado, não sei ao certo... Ele é um mistério. Mas quem dera poder ter um espírito livre assim e que dança sorrindo na ciranda dos dias. Sempre que o vejo eu inevitavelmente sorrio.
Nilza Poetisa
Amei a poesia e toda a narrativa das travessuras do cãozinho. Não tem como não se emocionar com esses anjos de quatro patas né? 🙏🙏🤍🤍🤍
Ruth
Ele é uma graça, Nilza! ☺️ Não tem como não se contagiar 💚