Palavras amargorosas a um Débil
Amor homologado Que o peito abriga em segredo Esmagado pela ausência que se fez osso. É o hâmulo da saudade, esse gancho torto, que fisga o sopro e prende o tempo morto. Mapeando um rastro deixado no corpo Em uma curvatura sutil, Traz um anzol cego cravado na memória. Um vazio que puxa o verso, e costura um silêncio ao deserto. A ausência não é um vazio abstrato, é uma farpa esculpida na carne. Sufocando o pulmão toda vez que o ar parte. Dói o osso, o músculo, o trajeto, onde a saudade fincou sua âncora. Maldito anzol cego, interno, secreto, Que traciona sua ponta aguda Na curva oculta de um sorriso morto A ausência virou morada mansa Viscerando o tempo, saboreando o corte Esculpindo palavras amargorosas no peito De um amor sem defeito. Por um Débil sem coração. Rosa flor 🌹
Boreto_Toledo... O bardo
eu tenho direito a uma porcentagem desse poema! uns 50% foi minha culpa ter existido.
Ideia Nua
Nhame nhame 🙃