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Poeta Falso

@romagoncalves · desde 2020

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última carta Silvia Leiria

Beleza súbita esculpida na cor roxa do Cupido do código do subsídio da fronteira da confiança felicidade de criança dominadora do boludo do ludo da cristalina da aliança feito na salina rocha preciosa mimosa as cortinas do mal da miosa nos teus pés são ciumenta meta rainha da passarela limpadora do tédio do assédio da saliva do pódio da arte A tua sinceridade deu a luz na miopia da falha da história faquiada no falar calar colar da utopia da cascata pura da fornalha as pipocas apagadas no parabéns do bens é o piá perfeito metal precioso no sangue do natal inteligência oculta diversificada no caos do poema Glória na beleza poética alta Culina do beco da justiça da África no ouro do beko ser deslumbrante mente mágica mulher prendada de bondade no rosto do resto da crónica do bairro do prenda no segredo da cónica da lei da mulher Poeta falso Ser imaginário

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emoção financeira

Entre a chuva da ilusão e o desespero rasgado bolso da constelação da ação a falta de controlo pelo dinheiro molhou a emoção do problema despertado no adoço do aço hoje tudo tem um preço expresso que a raiz do dinheiro mal usada è luto muto na vida è causa depressão supressão para poupar o dinheiro Mal uso dele è viver na jala do solitário do hospedeiro do cemitério da dor do rateira do Dório Vamos controlar a emoção do dinheiro Poeta falso

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Morte

Hoje os anjos cantam a terra choram Félix Filipe

Razão da minha luta minha luz picante tocante do meu flow mulher batalhadora minha felicidade viva não vai mãe não vai mãe Quem vai molhar a alma da música vou chorar vou chamar o teu nome por séculos mãe os selos são para vida toda. Mãe momentos felizes deveria ser eterno. hoje tudo em me morreu a vaidade correu vestida de noite não sei o que dizer nos meus sobrinhos quando perguntarem a razão do cicatriz estar queimado no adeus que ficou na crosta da croça da caça morta Hoje o céu anjos cantam a terra chora coros quebrado refugiado no corpo no copo celestial o coração enterrado velha brilha no céu da bença sempre pensei que o bairro corria no carro do campo verde da terra no meio do desespero a minha vida se foi com a minha mãe a flor de enxofre sofre no telhado parte em paz até a próxima vida Não somos ninguém diante da morte irmão. As mães deveriam ser eternas Sinto a tua dor até a próxima vida Em memória da mãe do Félix Filipe Poeta falso ser imaginário

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última carta 8 Graciete Hissiteposse (única)

Minha África mulata conquistadora da pureza firme no poço do presente do chaminé da década de 90 do presente que sente o assado da costa de África acha e encosta toda malícia da colônia portuguesa Hissiteposse posso desenhar o teu nome com o sangue das rosas e espinhos no abraço dos filhinho Poeta falso ser imaginário

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Última carta 9 celeste, Sandra

Celeste continua a ralar o sucesso no lar noturno onde a confiança reina nas quedas do outono a vida é feita por um turno que levam e consomem o hóspede da mente Sandra já vejo o oceano nadar em te por te poetas traíram as pétalas eles dormem com o respirar do teu sorriso azul vesgo e manso. Poeta falso ser imaginário

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Última carta 10 Pedro Nunda

Meu gênio oxigênio da impressora a tua vassoura limpa a voz do pecado negado na impressa da loucura da doçura da profundidade lato da empresa do nato do mato grosso poeta falso ser imaginário

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Liberdade

Será que você mesmo existe? ou será que moras na selva do pensamento ou será que estás deitado no céu nú Ou será que estás na droga que suporta o peso do mundo ou será que estás dentro e não fora será que você mesmo existe poeta falso Ser imaginário

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copo e morango

toco na jóia das nuvens dos pés da rosa garrafa ama beijar o álcool os meus sentimentos são uma prenda morremos nessa farra que nos perdemos e dançamos poeta falso ser imaginário

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Me iludi com as pessoas

criei um mundo dentro do planeta terra pensei que eras uma flor perfeita nascida no silêncio dos deuses Te dei tudo de me abre a folha dos segredos mas todas elas partiram ao meio me iludi com a felicidade mãe afinal nunca existiu sempre a flor solitária vai cantar para me eu te levei na esquina do amantes foste o expoente da paz poeta falso ser imaginário

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oceano de chuva

a tua fama foi droga no desabafo da chama a chuva de firma ficou cego nos sonhos da praia ele ia adultera a trincheira do desapego Tu se tornaste monstro com esta obra que esgotava o sabor dos dias poeta falso ser imaginário

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