Beleza súbita
esculpida na cor roxa
do Cupido do código
do subsídio da fronteira
da confiança
felicidade de criança
dominadora do boludo
do ludo da cristalina
da aliança feito na salina
rocha preciosa
mimosa
as cortinas do mal
da miosa
nos teus pés são ciumenta
meta
rainha da passarela
limpadora do tédio
do assédio da saliva
do pódio da arte
A tua sinceridade
deu a luz na miopia
da falha da história
faquiada no falar
calar
colar da utopia
da cascata pura da fornalha
as pipocas apagadas
no parabéns
do bens é o piá perfeito
metal precioso no sangue
do natal
inteligência oculta
diversificada no caos
do poema
Glória na beleza poética alta
Culina do beco da justiça
da África
no ouro do beko
ser deslumbrante
mente mágica
mulher prendada
de bondade
no rosto
do resto da crónica
do bairro do prenda
no segredo da cónica
da lei da mulher
Poeta falso
Ser imaginário
Entre a chuva da ilusão
e o desespero rasgado bolso
da constelação da ação
a falta de controlo
pelo dinheiro molhou
a emoção do problema
despertado no adoço
do aço
hoje tudo tem um preço
expresso que a raiz
do dinheiro mal usada
è luto
muto
na vida
è causa depressão
supressão
para poupar o dinheiro
Mal uso dele è viver
na jala do solitário
do hospedeiro
do cemitério da dor
do rateira do Dório
Vamos controlar
a emoção do dinheiro
Poeta falso
Razão da minha luta
minha luz picante
tocante do meu flow
mulher batalhadora
minha felicidade viva
não vai mãe
não vai mãe
Quem vai molhar
a alma da música
vou chorar
vou chamar o teu nome
por séculos
mãe os selos
são para vida toda.
Mãe momentos
felizes deveria ser eterno.
hoje tudo em me morreu
a vaidade correu
vestida de noite
não sei o que dizer
nos meus sobrinhos
quando perguntarem
a razão do cicatriz estar
queimado no adeus
que ficou na crosta
da croça
da caça morta
Hoje o céu anjos cantam
a terra chora
coros quebrado
refugiado no corpo
no copo celestial
o coração enterrado
velha brilha no céu
da bença
sempre pensei que o bairro
corria no carro do campo
verde da terra
no meio do desespero
a minha vida se foi
com a minha mãe
a flor de enxofre
sofre no telhado
parte em paz
até a próxima vida
Não somos ninguém
diante da morte
irmão.
As mães deveriam
ser eternas
Sinto a tua dor
até a próxima vida
Em memória da mãe
do Félix Filipe
Poeta falso
ser imaginário
Minha África mulata
conquistadora da pureza
firme no poço do presente
do chaminé da década de 90
do presente
que sente
o assado da costa de África
acha e encosta toda malícia
da colônia portuguesa
Hissiteposse
posso desenhar o teu nome
com o sangue das rosas e espinhos
no abraço dos filhinho
Poeta falso
ser imaginário
Celeste continua a ralar
o sucesso no lar
noturno onde a confiança
reina nas quedas do outono
a vida é feita por um turno
que levam e consomem
o hóspede da mente
Sandra já vejo o oceano
nadar em te
por te poetas traíram
as pétalas
eles dormem
com o respirar
do teu sorriso azul vesgo
e manso.
Poeta falso
ser imaginário
Meu gênio
oxigênio da impressora
a tua vassoura
limpa a voz do pecado
negado na impressa
da loucura
da doçura
da profundidade lato
da empresa
do nato
do mato grosso
poeta falso
ser imaginário
Será que você mesmo existe?
ou será que moras
na selva do pensamento
ou será que estás
deitado no céu nú
Ou será que estás na droga
que suporta o peso
do mundo
ou será que estás dentro
e não fora
será que você mesmo existe
poeta falso
Ser imaginário
toco na jóia
das nuvens dos pés
da rosa
garrafa
ama beijar
o álcool
os meus sentimentos
são uma prenda
morremos nessa farra
que nos perdemos
e dançamos
poeta falso
ser imaginário
criei um mundo
dentro do planeta terra
pensei que eras uma flor
perfeita nascida
no silêncio dos deuses
Te dei tudo de me
abre a folha dos segredos
mas todas elas partiram
ao meio
me iludi com a felicidade
mãe afinal
nunca existiu
sempre a flor solitária
vai cantar para me
eu te levei na esquina
do amantes
foste o expoente da paz
poeta falso
ser imaginário
a tua fama
foi droga
no desabafo
da chama
a chuva
de firma
ficou cego
nos sonhos da praia
ele ia
adultera a trincheira
do desapego
Tu se tornaste
monstro
com esta obra
que esgotava
o sabor dos dias
poeta falso
ser imaginário