QUANDO A SAUDADE CHEGA
O que fazer com a saudade quando ela chega sem avisar? Não dá pra fechar as portas, nem correr pra se distanciar. A saudade machuca, mas suaviza com as lembranças… É visita que vem devagar, senta no canto do peito e começa a conversar. Traz cheiros, vozes, abraços que o tempo não conseguiu apagar. E mesmo quando dói, ela ensina a valorizar aquilo que um dia nos fez sorrir e que ainda insiste em iluminar os corredores silenciosos da nossa memória. Saudade não some, se acomoda. Adormece e, num simples movimento, acorda... E a gente aprende, entre um aperto e outro, a transformar a ausência em forma bonita de lembrar. Roberto Paixão São José de Ribamar Maranhão
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