Prioridades
Acho que é melhor eu começar a pensar seriamente em... Não sei... Em que pé está essa experiência que esgotei... A paixão que se queimou. Queimou até onde tinha algo para queimar. Será que havia ali algo mais que eu pudesse aproveitar? Quem sabe? E o que importa? Será que tudo o que havia para se aprender foi aprendido? Se sim, está restando encerrar este ciclo... Resolver racionalmente não é o bastante. Não sei... Às vezes, a âncora não ancora. Às vezes, é tão forte essa tendência a divergir que você pensa: "Devo mesmo me preocupar em mudar minha natureza?" E, bem, isso é perigoso. Para muitos, aqui nasce a desculpa perfeita para simplesmente deixar estar, simplesmente se permitir ser: a fina linha entre um cinismo radical e a pura aceitação de si. Digo, talvez certas pessoas nasceram mesmo para serem "casos perdidos". Não se dão e não se dariam bem em circunstâncias mais endireitadas, definidas ou bem estabelecidas. Habitam as linhas tortas de Deus. Deviam, portanto, se adaptar. Se adaptar... Fazer o melhor que se pode com o que se tem. Que coisa! Parece que tudo afluiu em autoajuda. Um ajuste de parâmetros para o sucesso, uma definição mais clara de prioridades. Só que agora, com um respeito radical para com suas próprias circunstâncias.
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