Mais um domingo recalculando rotas
É um domingo qualquer, quente demais para se atrever a sair a qualquer parte. Me pergunto por que é tão raro assim um clima ameno? É sempre 8 ou 80: frio de matar sem-teto ou calor pra infartar idoso. Tudo que desejo, em dias como esse, é chuva. Até para reivindicar e justificar melhor — para mim mesmo — o fim reflexivo, introspectivo. Mas não importa o quão horroroso seja o clima em um domingo, sempre sentimos que estamos perdendo algo. [...] Quando dou por mim, estou há horas debruçado sobre uma folha sulfite que, dividida em linhas perpendiculares, me guia no escrutínio de minhas crenças. Uma matriz de custo-benefício, basicamente. Funciona assim: eu promovo um diálogo comigo mesmo em quatro quadrantes — o útil e o verdadeiro versus o falso e o prejudicial. O lance é se colocar face a face com tudo que lhe pareça disfuncional. Vou te falar: é bem comum eu bolar coisas assim, maneiras de se depurar aquilo que a maioria de nós nunca vê valor. Em geral, sempre negligenciamos nossa vida interior. O custo-benefício de minhas crenças: como me ajudaram e como me foderam? Quanto me influenciaram? Quando me inflexionaram? É necessário, às vezes, buscar sarna para se coçar ou pelo em ovo — isso é, se o seu objetivo for se livrar de padrões que vivem a se repetir, de novo e de novo. _robsings zonasliminares.substack.com
emy
logo no domingo..quando a familiarada vem em casa??kkk