Canto
. Cultivei desgosto pelos cantos, pelas bordas, pelas margens. Elas pressionam no escuro, são começos ou fins. Aprendi o limite. Tardes empoeiradas, poleiros de mágoa. No canto esquecido em que canto baixinho uma canção já perdida. Murmuro-a. Já a rezei ajoelhada no milho, sonhando o paraíso. Costumava pensar as nuvens. Já não lembro. Ficou pelos cantos, pelas bordas, pelas margens. Eu já não canto mais.
Édson Jorge
um Belo poema, escritora ! É um doce poema, e lindo ! parabéns ! Bom dia !
Ella
Obrigada , Édson. Boníssimo dia. 🌷
Ricardo Ferreira Guedes .
magnífico poema