Sangue Rubro Fresco
Sobe o vapor. Os olhos nublam tocados pela umidez. O corpo, fervente, doa os movimentos acelerados e tensiona as batidas do coração em cadeia pela timidez. As gotas caem dançantes afagando a face rubro em seda e se chocam com delicadeza ao beijar a fumaça corpórea do pecado, neste jogo certo repleto de curvas sensuais, atraentes e doces do desejo. No papel, o sangue retorna e transcende o prazer das lágrimas e do suor em letras. Dá razão as dores, embora o vermelho escorrido manche o vestido da impureza rasteira. Atronar: Sobre o lençol fino, arbóreo e morto, tormento: é o papiro a cama, a pira ardente de memórias convulsivas de desalento, do prazer esvaído sem sentido, o grito do gozo atingido pela solidão sem rebento.
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