Pena na mão
Meu coração goteja lento o amor Roubando o ar e inspirando palavras E faz pálida a face sobre a mesa No papel presa, na alma exitante. É que me dói olhar este frio espelho Que tudo comporta e recebe Das dores as razões herdeiras Da memória que não se apaga Os lamentos, filhos doutros momentos Ultra já passados, reavivados no caderno.
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