Domingo no Shopping
Cheguei ao shopping às oito da manhã, mas as portas ainda estavam fechadas. É curioso chegar tão cedo e ficar ali, do lado de fora, esperando, enquanto a gente observa o movimento e tenta, aos poucos, se conectar com o lugar e com as pessoas. Os bancos de madeira estavam quase vazios. De vez em quando, alguém aparecia e se sentava, talvez apenas para passar o tempo, talvez esperando o momento em que as portas finalmente se abrissem e o ar fresco de dentro trouxesse algum alívio para o calor da manhã. Enquanto isso, o habilidoso jardineiro seguia de um lado para o outro, regando as diversas plantas do shopping com toda a calma de quem já conhece bem o seu ofício. E fiquei ali, observando aquela pequena cena cotidiana: o barulho da água, os bancos quase vazios, as portas fechadas e o movimento começando devagar. Há algo de bonito nesses momentos em que o dia ainda parece estar acordando.
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