Rayane @raya_1

Os Saltimbancos: Mente, Corpo, A Arte e O Espírito

. Platão defende uma mente infinda Uma que transcende à findade da vida Dizia da mente "uma alma independente" Aprisionada e reduzida no cérebro da gente Forçada a alimentar uma corpo inóspito Condenada, mas só até a data do óbito. Um elemento subjetivo, feito de vitalidade Conjugado sob "a imputada" à mortalidade: A carne, feita para ser abandonada. Eu encontraria esse tal Platão O chamaria em discussão Ele dizendo que o corpo se faz prisão Eu dizendo que sozinha, a alma vive a solidão Pensemos bem, o que não morre não nasce Se ao espírito não há fim, o início com ele habita O que existe é espírito, parte desse íntimo etéreo Que de tão grande, transborda em lindas belezas Como pode ser o corpo uma punição àquele que vive no vazio? Nós, frutos de corpo e espírito, sentimos E sentimos porque arte é magia e sentir é o artístico imaterial O corpo que é pequeno, se regojisa no espírito O espírito, que é tão grande, já conhece o sentimento, é dono dele, não sente, mas há~ O que somos nós se não arte? Materialização do espírito? Que dá ao eterno a oportunidade de experimentar a beleza do que cria, a melancolia do que acaba e a experiência da transcendência ao sentir o toque do divino com o efêmero? O espírito é a própria sensação, o corpo é a oportunidade. E tudo se resume em uma sinfonia, com a qual vou dançar enquanto não acaba. -Raya B.

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