eu, sozinha
Não me entristece seus defeitos, aqueles que sempre discutíamos a respeito, nem as mágoas por nossos desentendimentos que são ínfimos nesse instante. Entristece-me a saudade que agora é, o meu íntimo revelado a ti, a doação de minhas emoções, a quebra do nossos sonhos, o afeto incomparável, o amor indestrutível, olhos relutantes, as almas leves. Eu era sua, acredito que um dia fora meu também, bem lá longe. Sinto-me despida ao ter revelado meus segredos, mostrado minha alma e entregue-me sozinha. Seus olhos eram reais, mas sua boca mentia, sua alma não estava exposta, não tive acesso ao seu íntimo, a você... Amei sozinha, mas não importava, eu amava por nós dois naqueles momentos. Dilacera-me a injustiça, entristece-me sentir nua hoje ao ter tirado antes minha roupa pra ti. Não importa eu ter me revelado sozinha, mas seria tão bom você ter sido só ... um pouquinho.
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