Sangue
Luz quente Sombra fria Tem sangue seu na pia Luz quente Sombra fria Tem sangue meu na cozinha Tem sangue seu, também No chão Da nossa cozinha Sangue meu No chão Pintado, secando Está na cozinha Os meninos chegando O sangue na cozinha Secando... Você dormindo Eu, pensando E o sangue secando Secando Pingando Secando Pingando Cortinas limpas Fachada varrida Sangue Nas dobras e dobradiças Esperando Transbordando Apenas você Poderia saber Sobre o sangue Secando Só você Me viu morrer E renascer E limpar, e sangrar E secar, secar, secar o chão De sangue Na pia, na cozinha Nos rejuntes Nas paredes Da sua casa Minha casa Sua casa Uma casa Algum dia Será uma casa Uma casa, uma casca Sem sangue Secando, secando Secando...
Dom_Lorran
nossa forte esse poema, parabéns
Eryn
obrigado colega