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Eryn

@poisonedbylove · desde 2020

Nas suas íris; impérios.

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Sangue

Luz quente Sombra fria Tem sangue seu na pia Luz quente Sombra fria Tem sangue meu na cozinha Tem sangue seu, também  No chão  Da nossa cozinha Sangue meu  No chão  Pintado, secando  Está na cozinha  Os meninos chegando  O sangue na cozinha  Secando...  Você dormindo  Eu, pensando  E o sangue secando Secando   Pingando  Secando  Pingando  Cortinas limpas Fachada varrida Sangue Nas dobras e dobradiças  Esperando  Transbordando  Apenas você  Poderia saber   Sobre o sangue Secando Só você  Me viu morrer  E renascer  E limpar, e sangrar  E secar, secar, secar o chão  De sangue  Na pia, na cozinha  Nos rejuntes  Nas paredes  Da sua casa  Minha casa Sua casa Uma casa  Algum dia  Será uma casa  Uma casa, uma casca Sem sangue Secando, secando  Secando...

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Amor

Se eu puder falar por um minuto...

Eu não sou perfeito, amor, eu nem estou tentando ser. Eu sou quieto, sim, sou certo de mim. Embora também esteja certo de que quero você aqui. E sem você, não sei se quero a mim. Mas que seja sem pressa. O tempo é seu. Isso é muito maior que eu. Afinal, você é espuma do mar. Sua beleza, pra mim, é livre, menina é milenar. Eu não vou mentir: às vezes perco a linha, às vezes fantasio que você é minha. Mas eu juro, não sou assim. É que, te vendo... bem... é mais forte que eu. Mas seja como você quiser. Que eu seja Morfeu, e você, minha Íris. Que isso vá além de nós. E quando a noite chegar, e a morte atacar, eu descanso ao seu lado — ou, se você quiser, também pode ser abaixo. Se for da sua vontade. Só se for da sua vontade, meu bem. Eu só quero o que você quer também. Esse conto é seu. Me dê dois minutos, nesse seu infinito, nesse seu absurdo. Dois minutos, juntos dos inúmeros outros, no nosso Palácio de Memórias. Nosso, que é mais teu, porque tudo é teu. Tudo são seus aspectos, seus momentos, meus pensamentos. E todos os meus modos são, sem faltar, apenas outros modos de te amar.

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Eu respiro, você: O Katrina.

Você é tão linda  Tão linda, tão linda Tão linda É como a luz do sol A luz do sol para as plantas após dias de chuva  Você é o vento que sopra  É semente que germina  É o fruto que alimenta  É um pobre coitado que perece de fome em grama macia  Você é o primeiro vôo  De um pássaro outrora confinado  Menina, você é o abstrato  O abstrato conceito  De tudo que não consegui dizer Tudo que já guardei no peito  Eu te vejo todos os dias Te respiro em todos os lugares  Você é tudo que brilha  Tudo que queima  É euforia Agonia Você é tudo que já foi perdido e depois achado  Tudo que foi limpo Tudo que é sagrado De bom grado, eu derramo Eu te entrego, eu te amo Como se você fosse Deus  Como se você fosse Deus Como se nós fossemos maiores Como se fossemos melhores Como se o mundo fosse seguro Como se o mundo não fosse obscuro

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Amor

Eros

Eu moveria oceanos. Menina, eu afogaria o mundo. Todos os poemas e mitos, à sua imagem. Todos os deuses e deusas, à sua vontade. Eu te amaria completamente, poeticamente, amor. E se você desejar que eu te toque, que seja como devoto. Pois eu te amo como romântico, e eu só sei ser romântico… religiosamente.

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Amor

Se voce me permitir

Se você me permitisse... Ah, amor, Se você me permitisse. Eu seria Ícaro; você, Apolo, Hélio. Você, Estige; eu, Hades Zagreu, Cérbero. Você, Hiacinto. você, Patroclo. Minha Helen, minha Penélope. Eu seria seu Aquiles, seu Paris, seu Odisseu. Eu seria o tolo, o amante, o devoto. O pintor. Você, a musa, você, a deusa. Você seria o nascer, o crescer; você seria viver.

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Intensidade

Ansioso por natureza Sou turbulência Mas tento me manter clareza

Criação

Se eu cair, caio nesse chão De onde eu vim Se fez toda a criação

E a noite vai seguindo assim

Eu estou cansado de mentiras Essa noite será diferente Vou deitar nessa cama de agulhas Fechar meus olhos Vou sonhar com você Pra amanhã Eu correr pra te ver E te falar com carinho O quanto estou precisando Daquele sorriso Daquele beijo Daquele olhar de aviso Perigo Perigo Eu estou correndo um sério risco De me apaixonar De me perder De amar

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Lagrimas

Eu derramo Sem motivo algum Lágrimas de quem não tem lugar nenhum Lentamente O desespero da minha alma Acha calma Nessa ilusão de alívio Nessa estranha sensação de abrigo

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Se eu abro os olhos

Se eu fecho os olhos A gaiola Se eu tento dormir A janela Se eu me debato no sono As grades Nos meus sonhos As grades Eu sempre vou me lembrar Das grades Eu sempre vou temer A gaiola A janela As grades

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