Banquinho
Cheguei com o corpo em desalinho como quem sustenta o dia no fim Havia um cansaço muito antigo Morando dentro de mim. A gira rodava seus ventos o canto subia do chão e eu carregava perguntas Barulhando no coração. Pedi só limpeza no ori dessas que clareiam o olhar Mas antes da reza me tocar mandaram um banco chegar. Madeira pequena, quase nada um detalhe perdido no congá Passei tanto tempo pedindo licença pra existir sem ferir o lugar que desaprendi como é a presença de ser cuidada sem precisar falar. E há noites em que o sagrado responde sem clarão, sem voz, sem trovão. Só ajeitou silêncio pro meu corpo e fez do cuidado uma oração. 28/05/2026. -Poema dedicado a Baiano Severino, que alcançou o que o espírito pediu e o que o corpo precisou. Salve nossas forças♿️🤍🌿 R.H.
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