Passarinho aprisionado
Passarinho aprisionado Já não canta mais Pois foi silenciado Maltratado Aprisionado Mesmo livre Em sua mente está acorrentado Em um lugar isolado Onde ninguém pode escutar Seu choro e suas lamúrias Os dias passam e ninguém vai lá busca-lo Então se mantém calado Para não incomodar Não quer provocar a irá De quem o pois lá Preso em sua própria mente Já não pode mais voar Já não pode mais cantar Pois perdeu as esperanças A inocência da época de criança A alegria de viver Dia após dia Nada muda O mundo gira E ele permanece lá Contudo Ainda tenta resistir Combatendo a tristeza Tentando sorrir E ninguém percebe Que é iminente o seu desistir Então alguém vê em seu triste olhar A dor e o pesar Seu canto sufocado E o falar abafado E percebi que algo está errado Seu sorriso amarelado não é cincero E a melancolia em seu rosto singelo Despertaram a curiosidade De onde haveria de surgir uma grande amizade Que o libertária Da sua dura vida Lhe tirando os grilhões Devolvendo-o as emoções Pois foi a primazia da amizade Um ato de solidariedade Empatia e compaixão Que lhe trouxe de volta o gozo da vida Acompanhado de um choro não de tristeza Mas de pura alegria E um belo ato salvo lhe a vida O permitindo voltar a falar E a encantar com seu canto Livre no céu voando Ass: Dom João Victor
O bardo errante
parabéns 👏 bela poesia 🤩 muito bom msm!
Dom João Victor
obrigado 😊