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Pé de galinha

@pe_de_frango · desde 2024

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Delírios de Álice...pt-2

Queria alguém que odiasse o mundo tanto quanto eu. Que quisesse vê-lo queimar, ou que apenas quisesse deixa-lo para trás e se isolar comigo. Mas isso é perigoso, afundariamos uns aos outros em um oceano escuro nos deixando reclusos o suficiente para que nos importasemos apenas um com o outro. É perigoso, mas ainda quero, não há problema em querer algo que vai te machucar. É um vício, um desejo que só almenta, nunca se sacia, jamais. Tomar uma grande dose de veneno de uma só vez te mataria, mas, pequenas doses várias veses, não te mata, te vicía, te torna escravo da sensação, é um desejo, é um vício que quero

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Delírios de Álice_ Pt-1

- Gosto de como me escuta...-Eu lhe disse, soltando as palavras suaves como o vento, sem peso algum. - Como assim? - Questionou, confuso, falava baixo como se para si mesmo. -Escuta o que eu digo como se eu recitasse uma poesia sempre que abro a boca, nunca me chamou de Alíce, nunca tive que corrigi-lo. -Bem, a culpa é sua, você sempre fala do mundo, sobre tudo nele, como se fosse uma poesia ainda não descoberta e nunca escrita. - Bem, ele é, não acha? Sempre existe algo sobre o mundo que ninguém notou ou deu importancia. -Eu disse baixo, ele não respobdeu, mas ouviu, sempre ouve.

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...

Acho que, o que mais pesa pra gente é a falta de consideração, tipo, falta de reconhecimento, não elogiam nada de legal que nós fazemos, mas quando um estranho chega eles simplismente exautam nossos talentos pra eles, elogiando e falando o quão somos incriveis. Pais, não façam isso, não se exaltem pelos talentos dos seus filhos, elogiem em casa, se fosse algo que ele quisesse mostrar, o faria por si proprio.

Obs: Não é um poema, é um pedido de socorro.

Tenho que dar um jeito na minha vida. Tá uma merda mesmo, percebi que ando adiando o meu viver: Eu ainda não posso fazer isso, vai magoar tal pessoa, farei depois. Parece que quero viver escondido. Na verdade, o meu viver perdeu o gosto, Só quero atrofiar na minha cama até morrer, assim ninguém enche meu saco, se bem que, vibem dizendo ser preguiça, pareço ser saudável, e isso é tão real na mente dos que me rodeiam que, eu até acredito, isso é um problema. Ando falando sozinha demais, me chamaram de louca na escola. Ainda não conheci ninguém que entenda o que quero dizer, aprendi a desabafar em forma de piada, faço assim pra não chorar enquanto desabafo, em contrapartida, ninguém leva a sério e não percebem que estou pedindo socorro pra não acabar me matando(eu ri escrevendo isso, como se fosse outra piada, pra não chorar e ficar mais leve). Odeio meu quarto arrumado, me deixa deprimida. Venho sido minha melhor companhia, odeio isso. Me olho no espelho, não tenho problemas em relação ao meu fisico, não sou muito magra, mas também não muito gorda, sou até bonita, mas só consigo ver "A idiota", um personagem secundário na história da propria vida. É uma merda, kkkk, ficou maior do que eu esperava, desculpe.

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Esqueci!

Eu não sei... Comecei a rir e me deu vontade de chorar. É como dizem: Tem diferença entre estar feliz E esquecer que estava triste.

Fadinhas.

Ora, vamos de uma vez, Fadas existem. Não são aquelas pequenas moças com asas coloridas. Tampouco um pequeno inceto mágico. Bom, tem sim sua magia, mas não do tipo que transforma pedras cinzas em doces de caramelo. Ou que voa com suas pequenas asas feitas de açucar. Vem de tantas formas, como o sopro do vento gélido batendo contra sua face, Como um pensamento vago que quase não passa de um sentimento, que precisa ser refletido para se tornar uma frase. Como um desejo profundo tristemente enterrado pelo orgulho, que lhe impede de proferir um pedido, seja de um sonho, seja de uma ajuda. Como uma pequena fada me disse uma vez: Perca a vergonha. O humano tende a evitar esperiencias e sensações que deseja graças a esse sentimento perverso. Pense, pequena humana, você não é tão importante a ponto de, alguém critica-la pela escolha de uma música, ou de uma roupa. Se for, não passará de uma notinha de rodapé, caso contrario, caso suas escolhas mantenham-se constantes para alguém, significa que ela pensa em você, que deixa a vida dela em segundo plano por um momento para ve-la, prestar atenção em você, o que deve significar que é altêntica o suficiente para que valha a pena tal atenção. E se isso não te afeta, pois bem,a menos que interfira na vida de outra pessoa de forma negativa, não existe motivo para privar-se de algo que deseja. Um bom jeito de parar de evitar experiencias que deseja por vergonha é pensar: "Não sou tão importante assim".

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Eu não tenho um titulo éticamente decente

Porra, Disse que me entendia, Disse que sentia muito, Foda-se Deus sabe como chorei aquela noite. Estava estressado, Não era culpa minha, Agora não sei se sou vitimista, Se não quero assumir a culpa Ou se só deveria esquecer e dizer: Não tenho nada a ver com isso. Mas isso não aconteceu, agora esse sentimento corrosivo rasteja em meu âmago Como um verme se alimentando da angustia que me trás. Por favor, vá embora.

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Talvez precise

Ouvindo a mesma música pela quinta...ou sexta vez, largada no chão, me pergunto por que, dentre tantas fantasias, romance vem sendo uma das principais que ocupam minha mente levemente conturbada. Não tenho resposta, como um sussurro, me ocorre que, a única coisa que precuso agora é co-existir com outros seres humanos, pelo menos agora. Alguns já se afastaram de mim, outros ainda estão no processo, tentei me agarrar a alguns, outros voltaram vagarosamente à minha vida, é estranho, mas, parece que, as fadinhas que me rodeiam vem me dizendo que não preciso mais de companhia, apenas a convivencia com meus familiares e minhas proprias confusões mentais já são o suficiente. Então, depois de meses, volto a escrever. Por que acho que deveria. Talvez eu precise escrever. Talvez você precuse ler. Quem sabe? Sei que não tenho pressa pra curtir a juventude como me cobram. Odeio festas, odeio shows, uma vez passei mal na feira por causa do barulho e pela multidão. Sei o que preciso pra "curtir", como me dizem. Quero ficar sozinha, pelo menos por enquanto. Mais no futuro, quem sabe, embebedar sozinha dentro de casa, com o celular desligado. Ler em algum campo no meio do nada onde não vá ver ninguem. Tomar um chá horrivel de cebola, alho e erva doce, como se não fosse tão ruim, por que não é. Talvez precise de alguem, mas sei do que preciso >>agora

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Pluma~ Pt2/2

Eu, uma pequena pluma pousa em uma folha verde de um arbusto cheio de flores. Acompanhada do orvalho, ouço uma risada alegre que comemora o fim da chuva. Uma pequena criança carregando nas mãos uma boneca feita de pano e palha dança e saltita com sua amiga, pulando de poça em poça. Tropeça e cai diante do meu arbusto; levanta-se rindo e limpa seu vestido e o da boneca. Então seu olhar pousa sobre mim; em questão de segundos seu olhar divertido dá espaço a um fascinado encantamento com a simplicidade de uma pena branca. Estende a pequena mão pegando-me; o brilho em seus pequenos olhos; o arrepio que percorreu a dérme da pequena levou-me à sua casa onde lá sua mãe me fez; converteu-me a um enfeite ao cabelo da boneca de pano e palha. Desde já passei de uma simples e quase insignificante pena que fugia das impiedosas gotas de chuva a parte de uma boneca que faria da vida de uma menina um pouco mais fácil; dando-me um porquê de o vento em seu assobio assombrado pelos lamentos do céu ter salvado-me de um simples fim em meio à lama na terra. Algo chame você do que quiser, fez-me predestinada a acompanhar a pequenina que tropeçou na água da chuva muito antes de eu sequer pensar em escapar da chuva. Penso eu; se uma pequena e não mais insignificante pena teve lugar nesse mundo; por que qualquer outro não teria? Uma pequena pena teve sua história de amor; qualquer outro também terá; seja lá qual será esse amor. Certo?

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Pluma~ Pt:1/2

Enquanto o céu cai, Em um estrondo trovejante, E os ventos cantam em um assobio místico Como a flauta de um elfo melancólico. A chuva desce das nuvens como um véu branco dançando no ar antes de cair no chão banhando a grama que se afoga debaixo da água. Ouço o céu bater na terra ao cair. Vejo o chão ceder à força do azul tempestuoso e romper-se, sinto o ar gelado que viaja com a chuva. As nuvens em cor de um prata raivoso despejando suas lágrimas na terra, rios se formando enquanto eu, uma pequena pluma branca, se deixa levar pelo caos, que mais poderia fazer? Tão pequena e frágil, basta uma das gotas que vem das nuvens me atingir para que eu me encharque e caia na lama que se forma no chão. Mas, por algum motivo, seja o destino, o acaso, a sorte, um milagre, ainda sigo voando por entre as gotas geladas e grossas de água. Por qual motivo? O que uma pena do tamanho de um dedal mudaria nesse mundo? Por qual motivo os ventos tiveram piedade em me fazer prosseguir voando por entre a chuva, dançando graciosamente como uma ninfa que pertence a esse caos causado pela queda do céu? Por que o céu caiu afinal? Talvez o sol tenha se cansado dele, talvez tenha partido e deixado o céu vazio e, em sua melancolia, decidiu chorar, decidiu jogar seu desespero à terra em busca de amparo. Talvez. Mas eu, em minha insignificância, resisto à queda ao chão e continuo a vagar pela terra e voar entre os ventos, perguntando-me o porquê de tal misericórdia a mim concedida. Aos poucos, o céu acalma-se de seu choro e as nuvens se dissipam, deixando apenas finos e sensíveis pedaços de algodão salpicados por um céu claro e calmo. Entendo o porquê de tal calmaria; o sol se faz presente, aquecendo a todos com seu calor e deixando seus raios de luz tremeluzentes dançarem pelo azul, iluminando a terra e refletindo na água deixada para trás.

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