Foto de Patrick Boaventura

Patrick Boaventura

@patrick_06 · desde 2020

Poeta de um passado atemporal e de um futuro relativamente distante.

29 poemas 34 seguidores 42 seguindo

Seguir

O ALÇAR DO SINO MONÓTONO

Levanta-se para o alçar de algum sentindo de luta O sino indica tons fúnebres A esperança é o mesmo de uma muda Em um pote, murcha. O presente é monótono Quem construiu o passado? O futuro é um retrato de um mesmo quadro. Um quadro mesclado de dor, solidão e constante agonia Tentei plantar rosas em terreno árido A gratidão se transformou em cactos De brinde o deserto veio com sua bela fantasia. Tenho sede pai... Tenho sede mãe... Tenho sede irmão... Tenho sede irmã... Tenho sede de saudade Tenho sede do verdadeiro amor Tenho sede da sincera felicidade Tenho sede do meu próprio sabor. Demônios existem Olha no espelho Meu coração ainda é humano... E o que não te mata te torna mais estranho. Por que vocês se odeiam tanto? Devilman Cry Baby A compaixão só vem após os prantos. A chuva cai, o vento bate e o sino toca Mais um ontem, mais um hoje e mais uma derrota A chuva cai, o vento bate e o sino toca Banho de lágrimas, me falta ar e delírios com pessoas já mortas. Levanta-se para o alçar de algum sino de luta Os estilhaços brilham mesmo após as noitadas É engraçado pois ninguém enxerga e escuta O grito do silêncio ensurdecedor nas manhãs e nas noites caladas. Lunático me vejo Na borda desse universo As estrelas clamam por libertação E a esperança seria não ser monótono esses versos.

Continuar lendo

Um desabafo perdido no vento.

Eu to cansado, e tô cansado de ficar cansado... As vezes me sinto ingrato mas sei que não é bem assim, sei que não é culpa minha. Eu sempre tentei não dar ouvidos ao meu outro lado mas sinto que por mais cruel que seja os seus sussurros... Eles eram sinceros Eu não me sinto encaixado em nada, tento socializar mas minha alma grita dizendo que é mentira. Ultimamente sinto que sozinho eu estarei mais seguro, eu as vezes odeio a sensação de querer pular para fora desse plano, mas também me sinto aliviado de não agir e pensar como todo mundo As vezes me sinto estranho, as vezes sinto que sou o único diferente. Eu já tentei morrer só para dar a chance de na próxima vida eu nascer em um mundo não inconsequente Sempre admirei certos seriados, animes, filmes, documentários, livros, artigos e aderi diversas perspectivas O peso disso era aplicar no meu dia a dia, abrir meu coração só para que no final eu diante dos meus olhos entender que na verdade... "Ninguém reconhecia". Eu tô vendo minha vida passar Eu já sou o próprio desânimo Minha insônia continua a me atormentar E a desconfiança já virou um dos meus recantos Eu sinto minha energia totalmente esgotada Eu não quero mais viver Mas para muitos isso não é nada Eu não me vejo saindo daqui e sendo salvo Só vejo que para morte estou fadado Seguir sozinho chega a ser hilário Risos de desespero de alguém destinado ao fracasso Eu já não consigo ter fé nem em mim como ter fé nos outros? Minha alma quer fugir dessa vida, talvez eu seja louco De certa forma a pontos positivos nisso, mas nada que me tire do fundo do poço! Eu quero morrer Estou cansado de ficar cansado afinal Roubaram a estrela do meu ser Procura-se resquícios de algo real Estou cansado de ficar cansado afinal Me pergunto se assim tinha que ser Tudo é tão unilateral Estou morto... Parei de escrever.

Continuar lendo
Poema

QUANDO CRIANÇA EU TINHA

I.0 QUANDO CRIANÇA EU TINHA Quando criança eu achava muitas coisas, chorava como todas e sorria com mais força em seguida. Era como ciclos como a noite e o dia... Onde eu me encontrava cada vez mais forte e esperançoso O ápice da fortaleza era como o sol chegando ao meio dia. A diferença é que a noite eu dormia, e assim ao pó as lágrimas e a tristeza sucumbia. A dor era quase que inexistente com tanto amor e sorrisos sinceros presentes daqueles que um dia não estariam mais nessa terra, estrelas que por um mero "acaso" foram silenciadas de sua constelação. Um coração influenciado porém puro de bondade, honestidade, gentileza e até mesmo do ardor da ingenuidade. Era fofo, uma criança que valia bronze, prata e ouro Valia tudo e mais um pouco! Na verdade o valor não chegava a ser estimado, na época não entendia e se questionava se era por falta de amor ou compreensão que a desunião nos seus pais assola-vá. No seu rosto transparência de leveza. Saindo na rua com essa fé enorme em busca de cumprir o objetivo de criar traços em sua maré Navegando com meus irmãos e irmãs em canoas, Capitães da Areia não teme leões e muito menos caranguejo no pé.

Continuar lendo
Poesia

MELAÇOS DE UM NOVO ONTEM

Atravessei a avenida Por um instante vi minha contradição em forma física Eu vi a mesclagem do horizonte no meio de tons cinzas Artificial... Rótulos são indiferentes eu disse E se for mentira... E eu viver nessa mesma mesmice? Você diz ser açúcar mascavo Meu café puro amargo E ainda recita... Que vai fazer do meu cárcere Melaço! Desconfiança impregnada na minha mente Corrói meus sinais vitais Vivo uma intensidade inexistente Mulher eu sei muito bem que tu é um FIGO Diz ser fruta É mentira Você é flor e tem ESPINHOS Todos temos agulhas Por proteção trilho sempre o mesmo caminho Você diz não saber o que eu tô pensando Mas olhando bem você enxerga a minha alma previsível É tudo uma escolha Tu escolheu lábios amargos Eu sou meu próprio pecado Isso me faz em pedaços Ainda sim me presenteou com um trevo de quatro folhas! Eu aceito então me guie e me conte Como vou mergulhar nessa MARÉ É tão profundo Nem enxergo o meu pé Só espero que o amanhã seja melaços de um novo ontem.

Continuar lendo
Poesia

AS VENTANIAS SUSSURRAM

Olhar denso e fixo No destino Do sussurro das ventanias soltas Que mexe comigo... E diz no meu ouvido "Garoto, o que pensas?" "Penso no nada, que me mata e me acalma." "Mas se te acalma..." "Como te mata?" "Me traz paz fragmentos que corrói a alma." Sussurros tolos Não entendem nada O céu azul escuro Traz minha serena aliada Frieza no ar Lua a brilhar Coração a vibrar Alma a suspirar Nostalgia... E O Antigo Bom Velho Vinho Sussurros!! Anda por essas beiradas... É doído Mas... Compreende minhas memórias calejadas E o que mais eu poderia fazer? ROUBARAM A ESTRELA DO MEU SER. E AGORA O QUE ME DA PRAZER SUSSURROS... É VAGAR PELA SUA VENTANIA ATÉ QUE UM DIA ELA ME ARREMESSE EM PURA POESIA.

Continuar lendo

O Apenas da vida

O "APENAS" DA VIDA Barista da melancolia No café Gosto de saudade Daqueles que um dia possuíam vida E... Sabe como é... Tudo tão falso e estático... Sabe como é... Uns dizem que quando vem fácil vai fácil Eu digo que nunca vem fácil e sempre vai fácil Amor hoje em dia ta raro e tão mudado Me sinto vivo como um cabo sem o machado Me encontro submerso Como Machado sem AssisNAR e carimbar o amor em seus versos E olha eu aqui De novo cometendo o pecado de me definir Já dizia Assis Somos parênteses em aberto Somos eternos E ainda sim me pergunto o que está por vir... Naufrágio das ilusões Desejando que em forma de espírito de luz inspiração apareça aqui Eu com a resposta criando furações Mas no fim... Apenas... Sobra... O... "Iai"... "O que está por vir?". REFERÊNCIAS: DON L MACHADO DE ASSIS

Continuar lendo

CULTURA

O que dizer sobre cultura? Raízes do passado Que passou a ser árvores de um mundo globalizado És bela Faz se sentir vivo Quando tu com determinada cultura se conecta Esse é um dos motivos de eu ser poeta Na caneta? Infinitas e infinitas letras E no arraia dessa dança Eu vou me distraindo dos meus problemas Cultura estás presente no nosso dia a dia Estás presente em melodias Traz a união de grupos As vezes afasta por um momento o luto O Nordeste é poesia Deus quando fez o mundo Fez tudo com primazia Formando o céu e a terra Cobertos com fantasia Para o Sul deu a riqueza Para o Planalto a beleza E ao Nordeste a poesia O Nordeste é poesia Tocou mãe natureza Com toda sua filosofia Fez o sol e a lua O sol quente e a lua fria Para o Sul, deu a fartura Para o Centro, a agricultura E ao Nordeste, a poesia E quando o sol vier Praticaremos a pureza da cultura E quando o sol vier Sentiremos a sensação de aventura Depois da beleza Veja o outro lado da moeda e me compreenda! Vivemos uma cultura de aparência Falta de competência O contrato de casamento importa mais que o amor O funeral mais que o morto, as roupas mais do que o corpo Globalização... Evolução significa terror? Entendeu? Até a missa é mais importante do que Deus És Ateu? Te compreendo E afirmo nesse conceito... Que independente da cultura Ta faltando respeito! Cultura se transformando em muros com cacos de vidro Cultura se transformando em ódio e perigo Cultura se transformando em uma estátua Quebrada por dentro Vandalizada por fora Finge que é de cimento Só para fingir que não chora Cultura criptografe Os sentimentos não ardem E quando o sol vier Voará com tuas asas Pra onde tu quiser... Que a riqueza da cultura em nós poetas seja preservada. REFERÊNCIAS PATATIVA DO ASSARÉ YANK/UM BARRIL DE RAP

Continuar lendo

O MOVIMENTO UNIFORME VARIAVEL DA VIDA

O MOVIMENTO UNIFORME VARIÁVEL DA VIDA Movimentos Formados por uma constante trilha Marcou o meu templo O destino sempre revela sua confusa filha A variação vem do acaso Não respeita Vive sempre ao meu lado Acelera com sua tirania Bagunça em um estalo É ai que reina sua ousadia Toma de moradia a constância das dores Um passo errado causa tremores O tempo sempre deixa seu saldo Cobrando seus meros "favores" E eu só queria viver no meu tempo Caminhar ao lado da chuva e do vento E sentir o sentimento De todo esse peso A voar... E eu só queria viver o puro da neve Sentir o frio cintilante Que trás o inerte E me deixa livre a fantasiar... Como penas de tão leve que são Como nuvens brancas Só apreciação E ação de versos No tempo certo E nesse movimento da vida Eu só queria me libertar dessa estigma E nesse movimento da vida Eu só queria escrever Enquanto o luar em mim brilha.

Continuar lendo

O Meu Temível Inimigo

Eu vejo coisas  Coisas além do tempo  Insegurança Desconfiança  Se move com o vento  O vento trás uma sensação estranha  Sensação de leveza  Com um gosto de almas vagando pela manhã  Um certo tom de pobreza  Estimula minha visão  Perspectiva na razão  A quem diga que água vira vento  Mas se é assim  Tudo se resume ao que está dentro  Dentro do casulo  Onde o submundo reina  Onde há no núcleo o caos  O caos que balança o mundo  Um caos maior que qualquer universo  Um caos cheio de partículas e gatilhos  Um caos cheio de dialetos  E ele reina...  Reina e dança com maestria  Se denomina complexo  Diante de toda sua harmonia  Um caos que parte do núcleo e contamina toda sua eletrosfera Que faz com que uma mera distribuição...  A realidade trema  Se desconecte  Se desentenda!  E assim se espalha e nasce o ciclo do caos  Onde ocorre a mistura do bem com o mal  O problema começa quando os dois se distorcem criando uma vantagem  A vantagem do desconhecido  Ignorância que sustenta esse maldito ciclo  Tornando todos  Tornando a mim...  O meu mais temível inimigo.

Continuar lendo

Condor

Avisto o céu azul E toda sua liberdade Preso no peso da dor Faço com dor minha arte E ela arde... Confinado em uma gaiola Onde o passado toma uns drinks com o futuro e assombra o presente A vista daqui é a incerteza tirada da cartola Medo é a sensação de querer voar na cordilheira da mente Um impacto tão belo... Voar através disso soa lindo Doloroso e sincero Soa como um voo pleno Arriscado como beber puro veneno Se esse peso não me matar O vazio o fará Vou morrer livre! Preenchido pela dor que há no amor Mas irei ser livre... Preenchido pelas brisas que há no silêncio ensurdecedor Ainda sim Livre... Ave que é sábia abre gaiola com o bico Afinal se eu for morrer que seja pela arte E não atrás de grades Livre e morto pelo meu belo destino Não seria uma aventura fascinante e incrível?

Continuar lendo