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Matheus Xavier

@omatheusxavier · desde 2019

A poesia é o desabafo da alma. Apenas um jovem um tanto romântico falando um pouco sobre o amor.

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Amizade

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Amor

Que escapou Shakespeare

O grande amor da nossa vida não precisa ser, necessariamente, o amor que deu certo. Mas sim, aquele amor que tinha todo o potencial necessário para ser e não foi. Senão, que graça teria, afinal, se todos os caminhos nos levassem a um final feliz? Se tudo desse certo, talvez não existisse toda a dramaticidade poética que o nosso grande sempre nos deixa. Se tudo desse certo, não teríamos esta grande história para contar. O que seria Romeu e Julieta, se existisse um final feliz? O componente trágico shakespereano é indispensável nas nossas relações. Ainda que não entendamos, por um momento - ou talvez que jamais entendamos. Ser e não foi - eis a questão. Vamos saborear todas as delícias que o nosso grande amor nos deixou in memorian Ser e não foi - eis a questão. Nosso grande amor, é muito mais que uma questão moral maniqueísta: certo ou errado. Abaixo os puristas! Ora bolas, não sejamos hereges! Não rebaixemos o nosso grande amor a uma mera questão objetiva, a uma mera questão de lógica. Isso vai em contramão ao próprio sentido amor. O amor está na empiria, não pode ser transponível a quaisquer processos de racionalização. Ser e não foi - eis a questão. O grande amor da nossa vida não precisa ser, necessariamente, o amor que deu certo. Senão, simplesmente, não seria o nosso grande amor. Outros amores nos aguardam. Mas somente o nosso grande amor, terá o privilégio de ser único: mesmo com seus dissabores mesmo entre outros amores. ~ Matheus Xavier

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Amor

Jardim de Alah

Quem diria que do riso viria o pranto. Quem diria que entre o forte abraço de um grande amor, haveria uma grande barreira invisível, inexplicável, ainda que com toda nossa intimidade que outrora achávamos metafísica. Quem diria que Romeu viveria sem Julieta neste mundo Quem diria que o fogo dos corpos em transe cessaria Quem diria que prováveis almas gêmeas precisariam seguir por caminhos distintos Quem diria que já tínhamos passado pelo grande clímax da nossa história de amor que achávamos que teria incontáveis capítulos. Mas acontece que, diante de toda a potência do nosso amor, permitimos que ele fosse efêmero, breve. Pecamos conosco. Amou-me por exatamente 15 meses, assim como Marcela amou Brás Cubas. As condições para mantermos juntos, um ao outro, eram demasiadamente caras, quiçá incalculáveis (apesar de não serem tão visíveis) Seria o amor, de fato, incondicional? Víamos toda a nossa degeneração botânica. A degeneração de todo o nosso cultivo. Enfim, quem diria que não caminhávamos mais em direção às árvores monumentais que havíamos plantado mas sim, em direção ao nosso remate absoluto E sobretudo, quem diria que as palavras vívidas - as sementes do amor -, tornar-se-iam meras palavras rasuradas no papel que se esvai Mas, apesar dos pesares, não sejamos ingratos: Quando eventualmente visitar os resquícios das nossas caminhadas no jardim, hei de contemplar as lembranças in memorian Hei de continuar prosando sobre o que fora vivido - a dois. Prometo-lhe, portanto, que a lírica dentro da nossa curta prosa ainda será eterna. ~ Matheus Xavier

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Amor

Café & Prosa

Nosso amor é poesia dentro de prosa, dentro do nosso extenso romance de incontáveis capítulos. Agregam-se, evidência da combinação mais-que-perfeita, como café com leite. ~ Matheus Xavier

Amor

Banho

Ensaboando e percorrendo todo o território do teu corpo sinto algo semelhante ao que sentira Deus na criação do Universo Aprecio cada detalhe: suas curvas são mais perfeitas que qualquer obra renascentista. Mas, na verdade que se foda esse Deus. E desculpe-me pelo palavreado, afinal, como disse Manuel Bandeira, estou farto do lirismo comedido e bem comportado. Quero fazer minha oração para você em você entre tuas pernas diariamente Realizar teus desejos e realizar os meus Ver-te no intenso delírio de prazer, e contemplar a luz dos olhos teus Regar a semente do teu fruto enquanto suspiras num ritmo mais-que-perfeito que Für Elise. ~Matheus Xavier

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Amor

Amor em estado selvagem

Nosso amor é como água, matéria-prima. Do mesmo modo que a água, pode assumir vários estados físicos. A transa é o nosso amor em estado selvagem É um ato de amor em que estado carnal e químico se fundem de modo homogêneo ultrapassa o real, surreal Nossos corpos entram em combustão: somos agente oxidante um do outro. Com grandioso potencial energético, assumimos o monopólio da cama em um eterno paradoxo: ao mesmo tempo em que gastamos energia, ganhamos energia. E seguimos nesse loop incansável até que a última gota despeje-se E por falar em cama, a nossa é um território diárquico: Imperamos como Reis da Selva, assim como Nala e Simba; Criamos a lei sem pudor, somos legisladores e executores; A nossa Constituição preza pela prática do prazer mútuo. De fato, é a manifestação mais expressiva entre matéria e energia concomitantemente. Nossa transa, é mais do que o ato carnal e natural. É, simplesmente, uma ocasião metafísica, assim como tudo entre nós. E nessa manifestação de amor, Arrancar-lhe-ei os mais intensos e profundos suspiros, contornando o imenso e saboroso mapa do teu corpo. ~ Matheus Xavier

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Drama

SINAL DE OUTONO

Tu vieste como uma incerteza nem Maju Coutinho poderia prever tamanha bipolaridade Nesta dúbia paixão, sem direção atravesso o caos perante o sofrimento da hesitação, a dor desta dubiez, onde o medo me persegue: solidão e decepção Nosso futuro é incerto, talvez uma aventura sem explicação, com a complexidade das funções do "se" ao som de Djavan sinto teu cheiro sinal de outono impossível prever o que será do nosso tempo... Matheus Xavier ©

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Drama

CARTEIRO À MODA ANTIGA

O papel, apenas um campo de batalha no qual transcrevo, do meu interior visando seu interior Talvez, um conflito entre almas e corações, Afetados, Em uma folha No qual a tinta vermelha desta caneta são vestígios de sangue do meu coração, escorrendo pela minha mão em formato de versos Tão cruéis quanto o Império Romano Assolado pela barbaridade Encontra-se, perdido devastado De modo análogo Com o meu coração, acerca da madrugada vazia nesta dúbia direção, Denominada, como incerta Existente, entre nós Certamente, em um futuro breve me deixará uma forte dívida externa...

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Arte

OLÁ, MINHA POESIA!

Encontrei meu novo amor Ela é tudo que sempre queria Talvez uma utopia, Chamada poesia Ela é intensa, Nunca me dispensa Sempre mostrando transparência Mexeu com minha essência, Moldou minha integridade E nem perguntou minha idade Amamos a intensidade Mostrou-me fidelidade Conversamos bastante Possui várias formas; Eu posso te ler, Posso te ver, Posso te ouvir, Posso te sentir, Sei que nunca irá enjoar de mim Nossa conexão é inexplicável Sempre indispensável Sempre me escuta A qualquer momento Abro meus sentimentos Dialogamos bastante tempo Toda noite Temos um caso; Masturba minha mente, Descubro o que sente De maneira envolvente Enlouquece minha mente Durante o dia Me acorda com bom dia! Olá, minha poesia! Então, partimos pra matinal Vamos juntos até o final Afinal, Não existe contradição Os delírios são palavras Do meu coração Impossível resistir Mais sexy, nunca vi Por isso, busco investir Desde a primeira vez que eu te vi. ~ Matheus Xavier ©

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Poesia

DEVANEIOS PECULIARES

Em meu universo peculiar Vivo vários devaneios Questiono minha existência Por meio de crises; Que me fazem refém, De meus pensamentos oblíquos Fazendo-me refletir Dentro de fantasias, Encontro a terapia Nos meus versos, utopia Meu desabafo, a poesia. ~ Matheus Xavier ©

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