o soneto da terra remanescente
a terra está agarrando meus pĂ©s e me puxando para minha origem quando eu ascender ás forças telĂşricas minha vida carnal estará em vertigem a terra está agarrando meu quadril querendo me sugar feito espiral quanto a mata inteira me engolir tornar-me-ei um espĂrito florestal a terra está agarrando meus ombros a casa instante que estás a passar sinto meu corpo inteiro ser plantado para um dia poder germinar a terra me engoliu por completo e ela secará a qualquer instante mas eu sei que renascerei em uma mata verde num lugar distante.
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