Helly Delyon @ojosdesaturno

Sem titulo

Pensares outrora críveis, desembocavam numa ruela mal cheirosa e de caráter questionável; não haveria eloquência nas ações futuras, somente um desalento penoso, de amargar a boca e revirar o estômago. Desde que tinha conhecimento de ser gente, aprenderá: de pena, só lhe restava a galinha, o humano, não tinha vez. Estava miseravelmente acabada em nome de algo ralo: o tão primoroso amor: a fachada de algo maior que nós mesmos. O custo não lhe dava brecha para ilusões: estava no fim, se não da crença, na vida: era sobrevivente, nada mais. Hão de julgar-te as palavras, a própria o fazia sem a misericórdia de uma salvação; recordava os tempos em que ela própria julgou, cética, racional a algo tão irracional. Que faria da vida?, questionava sem muita intenção de obter resposta; tinha-o no peito: nada. Deixa ao tempo — ou a teimosia — o cargo de resolver, se não, de desbotar essa lembrança amargar do que era amar.

Comentários · 1

  1. Br.uno_xx

    Amor doce. -

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    1. Helly Delyon

      Só pensei no jogo agora. '-'