O Abandono
A natureza, pura, Tocando a vida urbana. Contraste ou comunhão? Nos lembra da nossa insignificância E da grande significância de todo o resto, Tudo que é maior que nós, Animais de instintos. Distintos. Uma pausa para um café E o vento soprando lá fora. Há outros animais lá também. Posso ouvi-los. Por entre carros e pássaros cantando, Habita também um silêncio sutil Chamado solidão, Onde o homem abandona a natureza E se fascina por tudo que não seja ela, Nem mesmo outro animal. (MarDavi)
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